Cotidiano

Anny B, estrela da campanha do Burger King, fala de trabalho, preconceito e amor

Não é de hoje que eu venho falando, seja aqui no Baphônico, seja na minha coluna em AT Revista, que as drags estão se empoderando e ganhando espaço. Seja com a ascensão na música, seja com programas na TV, personagens nas novelas. Agora, elas estão conquistando mais um campo: os comerciais de TV. Veiculado pelo Burger King, o comercial que traz a drag Anny B como protagonista foi passo na carreira da transformista, que já tem mais de 10 anos de carreira. “Trabalha com vendas e depois fui ser ator no Playcenter, no Castelo dos Horrores. Era muito divertido. Percebi que levava jeito pra trabalhar com o público”, revela ela. Ao buscar seu nome no google, percebeu a maior curiosidade das pessoas era saber como ela se monta. Então, resolveu fazer um vídeo mostrando sua transformação. “Eu fiz um vídeo em 2015, me maquiando. Mas, por conta do comercial, percebi…

Agenda

Região ganha revista voltada aos artistas independentes

Criada para dar voz e unir artistas da região, é lançada hoje (14), às 19 horas, no Museu da Imagem e do Som de Santos, a Refuse Mag, revista digital idealizada por Ector Caires, dono da marca Hole. A festa vai rolar ao som de DJs e bate-papos com artistas que participaram da primeira edição da publicação, que tem como primeiro tema, o horror e o oculto. “Esse movimento colaborativo que está no DNA da nossa geração tem um poder imenso de transformação. O objetivo principal desse projeto é a união de forças para o bem coletivo, disseminar a arte em nossa região. A Baixada Santista é carente de oportunidades, esperamos que esse trabalho inspire outras pessoas, e, dessa forma multiplicaremos as oportunidades”, diz o Caires. O tema da primeira revista servirá de referência e inspiração pra uma coleção do estilista, que ainda não tem data de lançamento. “A escolha…

Cotidiano

Argentina: sentença inédita autoriza barriga de aluguel a casal gay

A Justiça argentina autorizou um casal de dois homens a ter um filho com uma barriga de aluguel em um tratamento que será realizado no País. Trata-se de um casal que está junto há 14 anos e uma amiga dos dois “emprestará” o seu útero para o tratamento na província argentina de Rio Negro. Neste caso, será utilizado o óvulo de um banco de doação e o material genético de um dos homens. “É um caso de abertura porque representa a única opção que eles têm [para ter um filho”, explicou a juíza María Laura Dumpé, que julgou a causa. Para a sentença, que não tem antecedentes na Argentina, foi realizado “um trabalho com psicólogos, psicopedagogos, psiquiatras e médicos”. A decisão também assegurou que não houve retribuição econômica à mulher, o que é proibido por lei. “Ela é divorciada, seus filhos sabem e a acompanham nisto. Tem a intenção de ajudar os…

Cotidiano

Lea T e o pai Toninho Cerezo se emocionam em entrevista

Na edição da última terça-feira (4), do programa Conversa com Bial (clique aqui para ver na íntegra), a modelo Lea Cerezo (conhecida como Lea T) e seu pai, o ex-meia da seleção brasileira Toninho Cerezo, deram uma entrevista juntos pela primeira vez. Dentre os vários temas abordados, falaram sobre o processo de aceitação da transexualidade de Lea pela família e os desafios que ainda vivem diariamente por conta disso. Quando a modelo anunciou para a família que era transexual, ela já havia participado de uma campanha publicitária da Givenchy, mas mesmo assim revelou que o fez por medo. “Eu convoquei todo mundo para contar. Eu tinha que achar um emprego e, na época, não tinha emprego para transexual. O que eu escutava das outras meninas é que eu não teria chance, que eu teria que ser prostituta, então fiquei apavorada”, disse. O próprio início da carreira como modelo veio por…

Crônicas

Minha história de amor: parte II

Eu sempre chegava por volta das 21h30 em casa do estágio. Era um caminho longo e eu ficava morto. Ele trabalhava num outro bairro e saia por volta de 21h15. Nos encontrávamos depois das 22 horas e ficávamos juntos até umas 23. Era um tempo suficiente pra curtir um ao outro todos os dias. Era a semana seguinte à nossa ficada do fim de semana. Cerca de uma hora por dia. O tempo todo valia a pena porque a sensação de já conhecê-lo era algo natural. Já éramos um antes mesmo de começarmos efetivamente a namorar. Já nos pertencíamos. Demorou menos de um mês para eu pedí-lo em namoro. Já tinha certeza de que queria passar minha vida com ele. Eu morava numa república. Procurávamos, na medida do possível, ter privacidade. Passávamos muito tempo sobre a cama, fosse vendo filmes, fosse transando – quando não tinha ninguém. Foi num desses…