Opinião

Um futuro melhor para o Santos

O time-sensação do segundo turno é o Palmeiras, uma máquina de vitórias desde a chegada de Felipão, mas o Santos, sob o comando de Cuca, não fica tão atrás. Acumulando vitórias magrinhas nas últimas três rodadas, o Peixe retomou o embalo e chegou a 70% de aproveitamento no returno. O Santos permite que seu torcedor vislumbre um futuro promissor para 2019, principalmente se Cuca, conhecido pela habilidade na montagem de elencos, topar seguir na Vila Belmiro. Passada a turbulência do impeachment, José Carlos Peres ganhou confiança e respaldo para tocar o clube sem a incômoda sombra de Orlando Rollo, hoje visto como persona non grata pela torcida. Dentro de campo, mesmo sem ser brilhante, o time ganhou corpo e hoje tem alguns dos destaques do Brasileirão, como Carlos Sánchez, que, se mantiver o nível de atuações, estará entre os melhores da competição, e Gabigol, o favorito para terminar como artilheiro….

Campeonato Brasileiro

A chance de colar na zona da Libertadores e de bagunçar o Corinthians

Enquanto a política monopoliza as atenções de boa parte dos brasileiros, o Santos usa esta turbulenta semana para se preparar para uma partida que pode servir como um divisor de águas. Uma vitória no clássico contra Corinthians e um tropeço do Atlético-MG, hoje sexto colocado, podem enxugar a diferença do Santos para o G-6 para três pontos. Mais do que uma oportunidade de pavimentar a volta à Libertadores depois da tráfica despedida contra o Independiente, o clássico deste sábado é uma chance de castigar o maior rival, talvez até de construir uma goleada expressiva, comparável aos 7 a 1 de 2005. O Corinthians, fraco com suas melhores peças e recuadíssimo sob o comando de Jair Ventura, entrará em campo com seus reservas. A escalação que o Jair deve levar a campo é capaz de animar até os santistas mais céticos: Walter; Mantuan, Pedro Henrique, Marllon e Carlos Augusto; Douglas, Thiaguinho…

Opinião

As lições do impeachment que não houve

A maior vitória do último fim de semana foi a de sábado, não a de domingo. Um dia antes do Santos bater o Atlético-PR com a colaboração do árbitro, José Carlos Peres foi mantido na presidência por mais de dois mil sócios do clube e deve ter alguma tranquilidade para tocar o clube de agora em diante. É importante ressaltar que boa parte dos votos contra o impeachment não significou necessariamente apoio e solidariedade a Peres. Muitos sócios entendiam que o Santos, depois de tantos anos navegando nas conturbadas águas de sua política interna, precisa de calmaria. O desgaste político e a entrada de Orlando Rollo só trariam um clima ainda mais instável. Desde que sucedeu Modesto Roma, Peres não teve sequer um dia de paz. Em alguns momentos, colaborou para que sua gestão fosse criticada; em outros, foi minado por seus adversários políticos e pelo Conselho Deliberativo. No fim…

Opinião

Perdeu o fôlego

Nos últimos três jogos, o Santos passou de time sensação do segundo semestre a integrante do bloco que luta para se afastar do Z-4. Com o deslize contra o Vasco, são apenas cinco pontos de diferença para a Chapecoense, a primeira da zona de rebaixamento. Novamente inconstante, o Peixe perdeu o fôlego na tentativa de escalar a tabela e volta a se preocupar em se distanciar das últimas colocações. Abaixo, alguns destaques do jogo de ontem: 1. O jogo de ontem comprova que o Santos caiu em todos os aspectos – na qualidade técnica, nas ambições dentro do Brasileirão e até no público. Jogando o que jogou ontem, está mais para time de meio de tabela do que candidato à Libertadores. E o público pequeno (11 mil pagantes) serve como indício de que a torcida sentiu a queda de rendimento da equipe. Quem achava que o Pacaembu seria a solução…