Copa do Brasil

Rival inferior e casa cheia: Santos tem tudo para largar bem na Copa do Brasil

Dos times grandes garantidos nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Santos foi o que se deu melhor no sorteio. O Peixe escapou de confrontos contra Internacional e Fluminense, times que certamente causarão problemas a Palmeiras e Grêmio, respectivamente, e encara um adversário que não deve complicar a ida alvinegra às quartas, o Paysandu. Se o Santos fizer o que dele se espera – embora o momento não seja positivo, o Paysandu está alguns degraus abaixo -, já encaminha a classificação logo na quarta-feira, na Vila Belmiro. Nas últimas duas edições da Copa do Brasil, os comandados de Dorival jogaram no lixo as chances que tiveram para conquistar um título relevante nacionalmente. Em 2015, veio a derrota desastrosa para o Palmeiras, depois de um festival de chances perdidas no jogo de ida. No ano passado, uma queda absurda para os reservas do Internacional, já no caminho para a…

Copa Libertadores

Um bom resultado e um futebol horroroso em Bogotá

Há duas formas de enxergar o empate sem gols contra o Santa Fe, em Bogotá. Olhando friamente para o resultado, que deixa a classificação às oitavas de final encaminhada, o Santos cumpriu sua missão na Colômbia. É o líder do grupo, ainda faz dois jogos em casa e, em tese, tem mais qualidade que os adversários. A segunda maneira de encarar o 0 a 0 da noite de ontem está ligada justamente à falta de qualidade do futebol apresentado pelo Santos. O primeiro tempo foi pavoroso, praticamente sem chances para ambos os lados. O Santa Fe sequer parecia mandante e, até a expulsão de Jean Mota, não fazia questão de encurralar o Peixe. Com mais pegada de Libertadores e alguma organização, não seria difícil voltar ao Brasil com os três pontos. E por que os três pontos não vieram? Em primeiro lugar, havia um buraco entre a defesa e o…

Opinião

Cleber, a solução que virou problema, e a incoerência do Santos

Escrevi neste blog algumas vezes que o zagueiro Cleber, por ser técnico e ágil, chegaria para resolver os inúmeros problemas do Santos no setor defensivo. Desde fevereiro, os inconvenientes na zaga se multiplicaram, com erros de praticamente todos os que atuaram por ali, e o ex-corintiano foi de solução a problema. Cleber entrou em campo em apenas seis dos 17 jogos do Santos na temporada, com desempenho irregular em boa parte deles. Houve o cartão vermelho contra a Ferroviária, os sustos que deu na torcida na estreia pela Libertadores, contra o Sporting Cristal, muitos espaços oferecidos aos adversários no jogo aéreo – como para Jô, autor do gol de cabeça que decidiu o clássico em Itaquera – e uma série de trapalhadas na saída de bola. Como não agradou, aconteceu o que parecia impossível: foi parar no banco de reservas, de onde vê o limitadíssimo Lucas Veríssimo dividir o setor…

Opinião

Uma longa lista de desculpas esfarrapadas

Uma das especialidades do elenco santista e de Dorival Júnior é elaborar justificativas para os tropeços da equipe. Citar nas entrevistas o cansaço, a altitude, as viagens longas e a arbitragem tem sido comum em um grupo que tenta mascarar suas falhas e é comandado por um treinador teimoso, que se recusa a enxergar o que parece óbvio para a maioria. Nesta segunda-feira, o Santos embarcou para Bogotá, onde enfrentará na quarta-feira o Santa Fe, já munido de uma desculpa para uma eventual derrota. Uma matéria produzida pelo Estadão e reproduzida por A Tribuna informa que o “Santos mostra preocupação com desgaste em viagem para a Colômbia”. Como um time que atua duas vezes em 20 dias – uma em Campinas, outra em São Paulo – pode se queixar de desgaste físico? Antes da eliminação nas quartas do Paulista, a equipe vinha jogando apenas em cidades próximas a Santos –…