Opinião

Espírito de luta e competitividade apresentada no Mineirão indicam que o Santos deve sair do sufoco

O Santos caiu de pé na Copa do Brasil. Além de voltar a vencer depois de um incômodo jejum de dois meses, o Peixe jogou de maneira aguerrida no Mineirão e confirmou que está em evolução sob o comando de Cuca. Com a intensidade de ontem, é questão de tempo para subir na tabela do Brasileirão e integrar uma zona intermediária. Tecnicamente, não foi o futebol dos sonhos, até porque é impossível esperar que um meio-campo formado apenas por Pituca e Renato construa grandes jogadas. Ainda assim, o Santos soube ser competitivo diante de um dos times mais qualificados e equilibrados do Brasil, recheado de peças interessantes – casos dos perigosíssimos Thiago Neves e Arrascaeta. O Peixe, mais uma vez, sofreu um gol logo nos primeiros minutos. Gustavo Henrique e Vanderlei poderiam ter evitado o gol de Thiago Neves, muito solto pela ponta direita do Cruzeiro. Depois, o Santos não…

Opinião

Cinco considerações sobre o inferno astral do Santos

Vivendo sua pior fase na década, o Santos completou ontem dez jogos sem vencer – quatro sob o comando de Cuca, que entrou com a missão de trocar os pneus de um carro em movimento. A derrota para o Atlético-MG foi mais um duro golpe na autoestima do torcedor santista, cada vez mais preocupado com a dificuldade do time para vencer suas partidas e, consequentemente, se afastar da zona da degola. Mas, por mais paradoxal que pareça, o Santos não jogou mal contra o Atlético-MG. O time soube ficar com a bola em alguns momentos, criou chances e foi prejudicado em um lance de pênalti claro em cima de Gabriel. Abaixo, algumas considerações sobre a fase tenebrosa que o Santos atravessa: 1. Queridinho da torcida pelo esforço mostrado dentro de campo, Alison vive um péssimo momento. O volante lê mal as jogadas, perde a bola com frequência – como no…

Campeonato Brasileiro

Empate com sabor de vitória

Fosse o futebol um esporte justo, o Ceará teria vencido o Santos com alguma folga. Dadas as circunstâncias do que foi apresentado em Fortaleza, torcedores, jogadores e comissão técnica do Santos têm razões de sobra para comemorar o empate de ontem à noite. É fato que Cuca luta contra a falta de tempo para organizar o time, mas o desempenho do Santos ainda não difere muito do que vinha sendo apresentado com Jair Ventura e Serginho Chulapa. O Peixe ainda oferece muitos espaços aos seus rivais e, na hora de subir ao ataque, erra demais na transição – algo que pode ser explicado, entre outros fatores, pela má fase de Bruno Henrique. Um dos únicos pontos positivos do duelo de ontem foi a boa atuação de Carlos Sánchez, bom passador e dono de uma visão de jogo interessante. Bryan Ruiz, cuja estreia gerou muita expectativa, jogou um tempo e sentiu…

Opinião

Dança das cadeiras

Do banco de reservas do estádio Nilton Santos, Cuca percebeu que terá muito trabalho para dar liga ao time que tem em mãos. Após deixar o Rio de Janeiro com um empate que não pode ser considerado ruim, o treinador, apesar da falta de tempo para treinar os atletas, já começa a buscar alternativas para melhorar o desempenho do Peixe. Na dança das cadeiras, quem levou a pior foi Gabriel, que voltou ao Santos para recuperar seu futebol e conseguiu a proeza de perder a vaga de titular para Yuri Alberto, claramente cru para o time profissional. Embora não viva um jejum de gols tão longo – balançou as redes contra o Flamengo -, Gabriel hoje pode ser comparado a um cemitério de jogadas. Quase todos os lances que têm sua participação dão errado. Suas tabelas param nos pés dos adversários, os chutes saem tortos e os dribles não resultam…