Opinião

Acidente na arquibancada reforça o desgaste da imagem da Vila. Pacaembu é uma boa alternativa

A falta de imagens do desabamento de parte da arquibancada do setor superior da Vila Belmiro, no último domingo, nos impede de fazer qualquer avaliação profunda sobre o acidente. O Santos esclareceu que, durante um serviço rotineiro de manutenção, um “trecho que ainda restava ser demolido se desprendeu, danificando a cobertura de policarbonato de três camarotes do setor térreo”. Apesar de Modesto Roma garantir que o desabamento não representa um grande problema para o clube, o acidente colabora para o desgaste da imagem de um estádio mítico e envelhecido em proporções semelhantes. Criticada nacionalmente por sua capacidade restrita e por sua estrutura antiga, a Vila hoje impede o Santos de crescer em receita e tem futuro incerto. Em um momento em que conselheiros, diretoria e imprensa discutem exaustivamente onde o Santos deve mandar a maior parte de suas partidas, a interdição da arquibancada oposta ao placar poderia representar uma ida…

Opinião

A rejeição prematura a Leandro Donizete

Uma das razões que impediram o Santos de chegar ao título brasileiro no ano passado foi a escassez de opções no banco de reservas. No meio-campo, Dorival Júnior precisou fazer malabarismo, improvisando jogadores e até descobrindo novas posições para alguns atletas, como aconteceu com Léo Cittadini, que passou a render mais em uma função diferente. Quando Dorival está prestes a ganhar mais alternativas para escalar o time e enfrentar uma temporada que promete ser desgastante, a torcida chia. Me refiro aos incessantes protestos dos torcedores à contratação de Leandro Donizete, apresentado nesta quarta-feira. Peça importante de uma das eras mais vencedoras do Atlético-MG e ídolo de uma torcida que se identifica com jogadores raçudos – perfil diferente do que vemos nas arquibancadas da Vila Belmiro –, o volante, a princípio, não chega com status de titular, mas sua experiência e seu poder de marcação podem ser úteis ao grupo. Implacável…

Opinião

Acordo com a Kappa foi um tiro no pé

O Santos divulgou na sexta-feira uma nota curiosa sobre o malsucedido formato de fabricação e comercialização dos uniformes. O texto publicado pelo clube não passou de uma tentativa fracassada de abafar uma nota do site da ESPN, que informou que as camisas da Kappa encalharam e só renderam 7% do lucro esperado. O modelo de gestão dos uniformes foi um tiro no pé de Modesto Roma. Mesmo com uma arrecadação maior por camiseta, ultrapassar os R$ 7 milhões que a Nike repassava anualmente só com as vendas seria muito improvável. Qualquer conta simples, baseada no que o Santos já costumava vender, resolveria a questão e evitaria o equívoco. O Santos quis correr riscos e hoje tenta contornar o ônus do modelo. Segundo a assessoria de imprensa, as vendas superaram “e muito a expectativa, afinal, o clube obteve uma receita de 4 milhões e 912 mil, superando os 3 milhões e…

Copinha

Eliminação na Copinha era pedra cantada. A fábrica de talentos secou?

Chegou ao fim ontem a participação mais opaca do Santos na Copinha nos últimos dez anos do torneio. Além das chances de título naufragarem diante do Avaí, será improvável ver algum dos comandados de Marcos Soares no time principal nos próximos dois anos. As falhas coletivas e a falta de brilho individual marcaram a curta campanha do Peixe, desanimaram uma torcida acostumada a esperar um futebol envolvente dos garotos e certamente foram observadas por Dorival Júnior. De 2007 para cá, o número de meninos da Vila que apareceram na Copinha e tiveram chances entre os profissionais é assustador. O bom desempenho na última etapa da base é quase como um passaporte para o time de cima. Alguns não conseguiram repetir o sucesso que tiveram nas categorias inferiores, mas poucos podem reclamar que não tiveram chances para mostrar qualidade. Em 2008, o técnico Márcio Fernandes, que chegou a treinar a equipe…