Campeonato Brasileiro

Vecchio decide contra a Chapecoense e cava seu espaço entre os titulares

Em um momento de indefinição no meio-campo santista, Levir Culpi acertou ao dar uma chance ao meia Vecchio, marcado dentro do clube pelos entreveros com Dorival Júnior, na partida contra a Chapecoense. Diante das opções disponíveis, o técnico não poderia ter feito uma escolha melhor. Em uma noite tecnicamente pouco inspirada do Santos, o argentino fez um bom segundo tempo, provou que pode ajudar bastante na distribuição de jogo e anotou um belo gol para tirar o time do sufoco na etapa final. O repertório ofensivo de Vecchio é mais interessante que o dos jogadores que hoje brigam com ele por um lugar ao sol na meia-cancha. Ele compensa a falta de mobilidade com inteligência quando tem a bola nos pés, sabe organizar o jogo, tem qualidade no passe, antevê o posicionamento dos companheiros e, como indicou seu gol, é capaz de fazer infiltrações. Para as partidas em que o…

Opinião

Qual é a cara do Santos?

Você sabe escalar o time titular do Santos? Responder essa pergunta não tem sido fácil para o torcedor nos últimos tempos. Prejudicado pelos inúmeros desfalques, Levir Culpi sofre para definir a formação do time titular e manter um padrão de jogo, fazendo com que as oscilações dentro de campo apareçam. Dois dos melhores jogos que o Santos fez no Brasileirão, contra Vitória e Atlético-MG, foram sucedidos por desempenhos péssimos diante de Sport e Vasco. Irregular – e, mesmo assim, em terceiro lugar na tabela –, o Peixe talvez seja o clube que melhor simbolize a confusão que tomou conta de uma edição de campeonato em que um time disparou na liderança, visitantes sofrem para fazer valer o fator casa e equipes da parte de cima da classificação tropecem tanto contra adversários claramente mais modestos. No comando do Santos há pouco mais de um mês, Levir ainda não deu uma cara…

Campeonato Brasileiro

Santos joga sem apetite e criatividade no Rio. Vasco merecia a vitória

Faltaram apetite e criatividade ao Santos no melancólico empate contra o Vasco no Rio de Janeiro. O resultado não pode ser considerado ruim, mas fica um sabor amargo pelo desempenho extremamente apático da equipe. Principal preocupação dos santistas antes do apito inicial, a dupla de volantes deixou a desejar logo de cara. Leandro Donizete, que não consegue de jeito algum mostrar serviço, alternou lançamentos mal feitos com faltas bobas próximas à área de João Paulo. Sem timing na marcação, calçou Nenê em um lance que poderia originar um gol de bola parada do Vasco. Quem o vê em campo pelo Peixe não entende como o jogador é tão prestigiado no Atlético-MG em uma das eras mais gloriosas do clube mineiro. Yuri, supostamente mais técnico que o companheiro quando está com a bola nos pés, parecia inseguro. Limitou-se a dar passes curtos para o lado, como se não quisesse se comprometer…

Opinião

Thiago Maia ainda não é o jogador fora de série que a torcida do Santos acredita

Boa parte da torcida do Santos recebeu com desalento a notícia da venda do volante Thiago Maia ao Lille. Pipocam nas redes sociais reclamações sobre o valor da transação – 14 milhões de euros – e, principalmente, argumentos de que o jogador ainda poderia evoluir na Vila Belmiro. Para analisar de maneira mais profunda a importância de Thiago Maia e o seu valor de mercado, é preciso voltar ao meio de 2015, época em que o volante recebeu suas primeiras chances. Aos 18 anos, ele deu sinais de que aliava as características necessárias para fazer a função que os ingleses chamam de box-to-box, o volante com poder de marcação e presença ofensiva. Parecia uma peça fundamental para que Dorival, ainda começando sua segunda passagem pelo Santos, ganhasse combatividade no meio-campo e qualidade na distribuição de jogo. Thiago Maia precisou de poucos meses para conquistar a torcida. Em um time entrosado,…