Copa Libertadores

“Transformação” de Alison não poderia ter vindo em um momento melhor

A saída de Thiago Maia, em julho, foi motivo de muita reclamação e, segundo muitos torcedores, abriu um buraco que parecia que não seria preenchido tão cedo no time do Santos – embora este blogueiro tenha suas ressalvas sobre o hoje jogador do Lille. Era consenso que, sem o jovem volante, já encaixado e adaptado ao esquema, provavelmente o time sofreria com a reposição, até pelo fato de o elenco ser enxuto e com peças de qualidade duvidosa no banco de reservas.

Vecchio foi muito bem quando teve chances, mas hoje sofre com problemas físicos. A falta de opções obrigou Levir Culpi a ressuscitar um jogador que dava sinais de que não teria mais chances no Santos: Alison. Sem espaço com Dorival Júnior, ele sumiu do mapa durante algum tempo e disputou o Paulista pelo Red Bull Brasil.

Para surpresa de todos, desde que ganhou novas oportunidades no Santos, Alison abandonou seu estilo brucutu, está menos afoito e finalmente ganhou repertório para ajudar a equipe. No início de sua carreira, era um atleta que se limitava a roubar a bola e entregá-la ao companheiro mais próximo. Pior: conseguia a proeza de cometer erros bisonhos até mesmo em passes curtos.

Também era comum vê-lo distribuindo carrinhos pelo gramado – e, claro, sendo punido com cartões por isso. A confusão constante com vigor na marcação e violência diante de rivais rendeu apelidos como MMAlison e Cachorro Louco. Fazendo uma comparação grosseira com outro “pitbull”, era um Felipe Melo sem grife, sem experiência e sem a mesma intimidade do palmeirense com a bola no pé.

A partir do golaço contra o Flamengo, um chutaço inesperado do meio da rua, Alison transformou seu estilo dentro de campo. Auxilia na saída de jogo, se projeta para o ataque e arrisca chutes perigosos. Tudo isso sem esquecer de suas obrigações defensivas. Hoje tem uma dinâmica de jogo que, guardadas as devidas proporções, lembra a de Thiago Maia em suas boas atuações.

A transformação do volante não poderia ter vindo em melhor momento. Alison foi bem contra o Corinthians e está confirmado para o duelo importantíssimo desta noite, no Equador. Ter um meio-campo mais solto é fundamental para que o Santos balance as redes do Barcelona – elemento fundamental para seguir sonhando com o tetra da Libertadores.

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Se Alison finalmente parece ter adquirido a confiança da torcida, o mesmo não pode ser dito sobre o atacante Thiago Ribeiro, que estará em campo contra o Barcelona. Substituto de Copete, ele é uma espécie de cemitério de jogadas pelos lados. Das bolas que vão parar em seus pés, a imensa maioria não resulta em absolutamente nada positivo para o Peixe.



3 comments

  1. JOEL FREIRE

    Muita das vezes o jogador precisa jogar muitas vezes ele se revela em uma chance mas muitas vezes é a quantidade de jogos define um bom jogador , como se foce a pratica é melhor que a gramatica, sempre leio opinião passada entre nossos blogueiro nos mesmo caímos em contradição é so ler criticas que fizemos ao Deyvid Braz ao Verissimo ao Renato e até R.O. leiam , como diz um gozador futebol é uma caixinha de surpresa kkkkkk né , Reginaldo , Carlos Aguiar . ganhamos hoje em 56 mil pagantes la hoje abraço ao Santista.

  2. kiko

    É só o Levir escalar o véchio no meio, liberar lucas lima para jogar com bruno henrique e ricardo oliveira , e tirar esses ruis como Tiago Ribeiro, caique, jean motta,que com certeza vai melhorar muito.

  3. Dimas Couto

    Thiago Ribeiro, além de desmotivado e cabisbaixo, pratica um péssimo futebol…não tem condições de jogar mais no Santos….agora, semana que vem contra o Barcelona com os preços dos ingressos absurdos não teremos nem 8.000 torcedores (lá no Equador foram 40 mil na torcida e gritando o tempo todo)..abaixo os preços de sócios:
    ARQ. SUPERIOR SOCIO P1/2 SC201 R$ 100,00 R$ 50,00

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