Opinião

Faltou base para Bruno Henrique?

O amigo e competente jornalista Dassler Marques escreveu uma reflexão sobre o futebol de Bruno Henrique, o principal jogador do Santos na atualidade. Como o estilo de jogo do atacante sempre gera debates interessantes, aproveito para compartilhar com vocês. ** Poucos jogadores serão tão capazes de ilustrar a importância da formação quanto o santista Bruno Henrique. Depois de um jogo recente em que ele fez três gols, Levir chegou a dizer que havia sido um dos piores em campo. Também faz bastante sentido. Bruno é um jogador muito interessante por algumas características inatas. Muita velocidade, resistência, biotipo favorável, enorme habilidade para driblar e tabelar e ainda uma atitude positiva. Tem personalidade e não foge do jogo. Porém, só despontou no Itumbiara e só apareceu de verdade no Goiás, com 25 anos. Teve uma formação muito ruim e passou sem destaque na base do Cruzeiro. Essa trajetória limitou muito seu potencial. Dois…

Campeonato Brasileiro

Ladeira abaixo

Caindo pelas tabelas, o Santos vem se arrastando em campo neste fim de Brasileirão. O encerramento do campeonato só não será mais trágico para o Peixe porque Botafogo e Flamengo também tropeçaram e não terão condições para ameaçar a presença santista na Libertadores-2018. A verdade é que o Santos é, neste momento, um time sem rumo. A falta de direção é consequência de uma série de fatores: um pseudotécnico no comando da equipe, um elenco mimado e sem alma, a dependência criada sobre Bruno Henrique e um clima conturbado dentro do clube. É impressionante como, em determinados momentos das partidas, o Santos se perde de repente. Na Arena Fonte Nova, o time foi para o intervalo jogando um futebol decente, criando chances de gol – e aproveitando uma delas, com Bruno Henrique empurrando para as redes – e ameaçando o Bahia. O problema é que não é preciso muito para…

Campeonato Brasileiro

Fiasco em Chapecó mostra que o Santos precisa de mais luta e menos apatia para garantir vaga direta na Libertadores

O fiasco em Chapecó abriu algumas feridas dentro do Santos. Duas derrotas vexatórias em cinco dias fizeram com que a equipe abandonasse o sonho distante do título e passasse a se preocupar com a ida à fase de grupo da Libertadores. Para o santista, acompanhar as partidas desse time é um enorme desprazer. Ontem, por exemplo, o Santos não teve uma virtude sequer. Entrou em campo desorganizado – com um lateral direito lento, Victor Ferraz, improvisado na esquerda -, sem vibração alguma e com Lucas Lima no mundo da lua, no enésimo sinal de que não tem mais interesse de vestir a camisa 10 que já foi de Pelé. Tratando com rigor o elenco atual, apenas três nomes se salvam: Bruno Henrique, Vanderlei e Alison. O volante entra na lista por ser o único entre os jogadores de linha a escapar da letargia coletiva que toma conta do Santos em…

Opinião

De exemplo de esforço a “cemitério de jogadas”: o declínio de Copete

Amargando sua pior fase desde que chegou ao Brasil, Copete, segundo o UOL, volta ao time titular do Santos nesta segunda-feira, contra a Chapecoense. O atacante colombiano vem perdendo prestígio dentro do clube há mais de três meses, já que tem errado grande parte das jogadas que tenta. Sua última boa partida aconteceu no fim de julho, diante do Flamengo, pela Copa do Brasil. Até então, o colombiano era visto como um dos atletas mais voluntariosos do elenco, ganhando aplausos por correr o tempo todo, por marcar gols em momentos importantes – ajudou a salvar Dorival Júnior da demissão na reta final do Brasileirão-2016 – e pelo bom desempenho no jogo aéreo. Atualmente, no entanto, todas as virtudes de Copete sumiram. Os mais exigentes da sempre crítica torcida santista dizem que o jogador tornou-se um “cemitério de jogadas”. Faz sentido, afinal, todas as bolas que passam por seu pé não…