Opinião

Juntando os cacos e construindo uma nova equipe

Menos de 72 horas depois da dolorosa eliminação na Libertadores, o Santos tratou de iniciar sua reação e fez a lição de casa contra o Atlético-PR. Além de trazer a vice-liderança – confirmada neste domingo com a derrota do Grêmio para o Bahia -, a vitória de ontem serviu para apontar um novo futuro na Vila. Um dos destaques contra o Atlético-PR foi Jean Mota, esquecido por Levir contra o Barcelona. O meia provou que o técnico se equivocou na quarta e entra na briga para substituir Lucas Lima, agora mais desgastado com a torcida em razão dos rumores de uma possível transferência para o Palmeiras. Jean Mota coordenou as principais ações do meio-campo para o ataque, encostando na grande área quando pôde. Chutou a bola que originou o gol de Bruno Henrique, arriscou de longe em outras situações e mostrou desenvoltura para acionar os companheiros. Cito o desgaste de…

Opinião

Desorganizado dentro e fora de campo, Santos precisa repensar seu futuro após eliminação

A dolorosa eliminação na noite de ontem deu início à temporada de caça às bruxas na Vila Belmiro. Desde o apito final, torcedores apontam culpados em todas as esferas do clube pelo fracasso no principal desafio do ano. A ausência de Lucas Lima, a dependência de Bruno Henrique e Vanderlei, as limitações de Leandro Donizete, as dificuldades que Ricardo Oliveira tem para chegar nas bolas, a incoerência de Levir Culpi e a falta de visão de Modesto Roma: junte tudo isso e fica fácil entender como o Santos foi ofuscado dentro de casa pelo Barcelona e deixou escapar sua última chance de beliscar um caneco em 2017. Após quase 24 horas digerindo o fracasso, é possível concluir que estranho seria se o Santos continuasse avançando na Libertadores jogando tão mal e bagunçado em diversos setores, da administração ao meio-campo. Os dois jogos contra o Barcelona escancaram toda essa bagunça. Comecemos…

Copa Libertadores

Bruxa solta: o que muda no Santos para decisão desta quarta?

O momento é de apreensão na Vila na véspera da decisão contra o Barcelona de Guaiaquil. Dos três desfalques esperados – Lucas Lima, Renato e Victor Ferraz -, um só já é capaz de mudar bruscamente o rendimento da equipe: o do camisa 10. Sem seu principal articulador, o Santos perde muito e passa a depender ainda mais de Bruno Henrique pela esquerda. Com Daniel Guedes na direita, o Santos ganha consideravelmente nas bolas paradas e cruzamentos. O substituto de Victor Ferraz não marca tão bem, mas no apoio vai melhor que o titular. Se corresponder às expectativas e o Peixe sair com a classificação, pode não sair mais do time. Vecchio, mesmo sem ritmo de jogo, tem muito mais a oferecer ao Santos do que Cittadini, que não embala de jeito algum no clube. É possível esperar mais do argentino até mesmo que de Renato. Antes de se lesionar,…

Opinião

Um fim de semana amargo para o santista

Três razões deixaram o fim de semana do santista amargo. O primeiro motivo aconteceu quando a bola ainda nem tinha rolado contra o Botafogo. Minutos antes do início do jogo no Rio, Modesto Roma trouxe a notícia de que Nilmar, principal reforço do clube na última janela, teria seu contrato suspenso por tempo indeterminado em razão de uma depressão. Nilmar merece todo o apoio do clube, mas a notícia não deixa de ser frustrante. O estafe do jogador e a diretoria do Santos deveriam vir a público para esclarecer desde quando o atacante sofre com problemas psicológicos. Nilmar foi anunciado pelo Santos na primeira quinzena de julho. No momento em que as duas partes fecharam o contrato, será que a crise psicológica já não atrapalhava o jogador? Não haveria como o departamento médico averiguar as condições psicológicas de um atleta contratado para ser solução no ataque? E se Nilmar já…