Campeonato Brasileiro

Bruno Henrique desequilibra e lidera o Santos em boa vitória no clássico

Considerações sobre o clássico entre Santos e Corinthians neste domingo: 1. É possível contar nos dedos de uma mão quantos jogadores são capazes de transformar os rumos de uma partida no futebol brasileiro atualmente. Busque na memória quantos atletas conseguem aliar dribles desconcertantes, velocidade, gols e assistências. O número certamente não chega a cinco. A boa notícia para o santista é que Levir Culpi tem à disposição um jogador com tais características e um  poder de decisão muito grande: Bruno Henrique. Perigosíssimo, ele deitou e rolou sobre o Corinthians e foi o melhor em campo na Vila. Bruno Henrique desmoralizou o lateral corintiano Fagner durante os 90 minutos. Abusou das fintas e levou a melhor em todas as arrancadas. Atuação impecável do camisa 27. 2. Falando em poder de decisão, é notório que Ricardo Oliveira já não é decisivo como em 2015 e 2016. O veterano desperdiça chances que não estava…

Campeonato Brasileiro

Empatite

Unanimidade à frente da seleção brasileira, Tite recebeu alguns rótulos quando dirigia o Corinthians. Um deles – justíssimo, por sinal – era o de montar times mais preocupados em defender, feliz com empates e acostumado a se contentar com placares magros. Sob o comando de Levir Culpi, o Santos segue o mesmo caminho. A “empatite” chegou à Vila Belmiro e vem marcando o clube nas últimas rodadas. Empatar fora de casa contra o Cruzeiro, time que alcançou a final da Copa do Brasil e tem algumas peças de qualidade, é um bom resultado, mas é inegável que o Peixe pode mais. O passo inicial para apresentar um futebol mais interessante é ganhar recursos para dar as cartas quando tem a bola. Escrevo isso porque é nítido que o Santos só consegue se dar bem quando se assume com um time reativo. O bom primeiro tempo no Mineirão veio mais uma…

Campeonato Brasileiro

Empate com o Flu expõe fragilidade do elenco do Santos

Entra ano, sai ano e o Santos não consegue colocar fim ao eterno problema da montagem do elenco. As limitações do plantel avinegro, já conhecidas pela torcida nas temporadas anteriores, seguem castigando o Santos no Campeonato Brasileiro e fazem com que a perseguição ao líder Corinthians não passe de um delírio. O futebol pobre de Vladimir Hernández, Thiago Ribeiro, Lucas Crispim e cia. comprova que, quando Levir Culpi abre mão de alguns de seus titulares, a reposição nunca está à altura. Sem Bruno Henrique e com Lucas Lima errando mais do que deveria, o Santos passa a ser um time comum. Quem esteve ontem no Pacaembu viu o Peixe tropeçar na criação e se irritou bastante com os péssimos desempenhos dos dois atacantes escalados pelos lados, Hernández e Thiago Ribeiro. Inseguro, o colombiano desperdiçou a melhor chance que o Santos teve no duelo. Recebeu passe de Ricardo Oliveira em ótima condição…

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Show de horrores na Ressacada prova que não dá para depender só de Bruno Henrique toda hora

Avaí e Santos fizeram uma das piores partidas desta edição do Brasileirão neste domingo. Sem nenhuma inspiração, o time de Levir teve um meio-campo inexistente e um ataque quase nulo na Ressacada. Embora o resultado seja aceitável, esperava-se mais do Santos pelo embalo das últimas partidas. Como Bruno Henrique, a principal arma ofensiva do time, não conseguiu nada em suas escapadas pela esquerda, as deficiências coletivas e individuais ficaram ainda mais evidentes. Se é que é possível apontar um ponto positivo no duelo, o destaque vai para Vanderlei, que evitou um gol nos instantes finais. O restante do grupo teve uma noite para ser esquecida em Florianópolis. O inoperante Renato provou novamente que sua presença no gramado faz com que o Santos jogue com 10. Marca pouco, não acompanha as jogadas e só toca para o lado. Merece respeito pelo que fez no passado, mas, atualmente, deixa muito a desejar….