Campeonato Brasileiro

Despedida amarga

Quem esteve na Vila Belmiro neste domingo saiu com a sensação de que o Santos precisa mudar mais de 50% de seu elenco se quiser buscar grandes conquistas em 2018. A despedida do Brasileirão foi mais um show de horrores da equipe, com muitos erros de passes, gols fáceis desperdiçados, chutes tortos e outras jogadas bisonhas. Assistir os jogos do Santos na reta final do Brasileiro foi quase uma tortura para o torcedor. E a partida contra o Avaí não fugiu à regra. Copete, aproveitando boa jogada feita por Matheus Jesus, fez o Peixe saltar na frente, mas, logo no lance seguinte, Pedro Castro colocou a lei do ex em vigor e acertou um chutaço para igualar o placar. O que se viu na maior parte do duelo, com exceção de um lance ou outro, foi suficiente para irritar os 7 mil corajosos que estiveram na Vila – e que…

Campeonato Brasileiro

Estrela solitária

Faltando poucos dias para o encerramento do Campeonato Brasileiro, começam a pipocar as seleções de jornalistas e torcedores com os melhores jogadores da competição. Assim como tantos outros jornalistas, participei da votação promovida pela CBF, mas minha escolha para craque do campeonato foi diferente da maioria. Enquanto a maior parte se dividiu entre Jô, do Corinthians, e Hernanes, do São Paulo, escolhi como craque do campeonato o santista Bruno Henrique, a estrela solitária de um time que, exceto pelo ótimo Vanderlei, não agradou sua torcida em nenhum momento. E por que escolhi Bruno Henrique? Porque, sozinho, nenhum outro jogador desequilibrou tanto quanto ele. Nem mesmo Hernanes. Bruno Henrique, nos momentos espinhosos, chamou para si a responsabilidade e infernizou adversários com gols, dribles e muita iniciativa. Tem sido cada vez mais raro encontrar jogadores com esse perfil hoje em dia. Jô, em contrapartida, não passa de um finalizador em boa fase….

Campeonato Brasileiro

Muralha garante o Santos na fase de grupos da Libertadores

Se o futebol fosse justo, o Santos não teria saído vitorioso da Ilha do Urubu, nesta noite de domingo. Como em boa parte do campeonato, o Peixe jogou muito mal, mas, por linhas tortas, conseguiu construir uma virada sobre o Flamengo. A discrepância no número de finalizações comprova que o Flamengo teve muito mais volume de jogo que o Santos: 25 a 3. No entanto, os rubro-negros tinham debaixo do travessão o goleiro mais inseguro e perseguido do futebol brasileiro: Muralha. Não fosse pela insegurança de Muralha, o Santos não teria chance alguma de vencer. Recheado de problemas, o time de Elano mal conseguia tocar a bola durante os 90 minutos e não levava perigo algum à defesa flamenguista. Victor Ferraz iniciou sua atuação dando uma “assistência” de cabeça para Lucas Paquetá e abusou dos erros de passe no decorrer da partida. Renato é figura decorativa e se contenta apenas…

Campeonato Brasileiro

Alívio na Vila

Só uma catástrofe tira o Santos da fase de grupos da Libertadores. A vitória chorada contra o Grêmio, ontem, quebrou a sequência de resultados negativos e deixou o Peixe muito próximo do retorno à competição sul-americano. Sejamos sinceros: para um time recheado de defeitos e com um futebol tão pobre, está ótimo. Abaixo, alguns pontos da vitória magra de ontem: – Depois de quase quatro meses, Copete voltou a ter uma boa atuação com a camisa do Santos. O colombiano e o meio-campista Vecchio foram os melhores do Peixe e, em uma bela trama na primeira etapa, construíram o único gol do jogo. Copete está longe de ser unanimidade dentro do clube, mas merece respeito pelo que fez nos dois semestres anteriores. Já Vecchio, apesar das lesões constantes, possui uma visão de jogo interessante e poderia ficar para a próxima temporada – como reserva/opção para os jogos menores do Paulista,…