Opinião

Um balanço do primeiro semestre da gestão de Peres

A pausa para a Copa do Mundo veio em um momento turbulento da temporada do Santos. A crise política, aliada à má campanha no Campeonato Brasileiro, tem desanimado o torcedor santista, cada vez mais distante da equipe, como ilustram os públicos dignos de Série B ou C. Enquanto as melhores seleções do mundo estão na Rússia, José Carlos Peres ganhou um tempo para rever alguns dos muitos erros que cometeu em seus primeiros meses à frente do Santos. Seu primeiro semestre como presidente teve mais erros do que acertos e muita chiadeira por parte de torcedores e conselheiros. A sensação que fica é de que Peres, além do despreparo para ocupar o seu cargo atual, é mais um adepto de falsas promessas e discursos vazios. Durante sua campanha, entre outubro e dezembro do ano passado, ele repetia que pretendia “passar o clube a limpo” e promover um “choque de gestão”. Até agora,…

Opinião

Sintomas de um clube decadente

Acompanhar os jogos do Santos nos últimos tempos têm sido um exercício de paciência e um símbolo de amor ao clube. Só a lealdade canina a um time de futebol explica como tanta gente tem dedicado, às quartas-feiras e domingos, 90 minutos de seus preciosos dias para ver as peripécias de Jean Mota, Vitor Bueno e tantos outros jogadores que não estão à altura do Santos. Para mim, essa mescla de decepção com pessimismo em relação ao Santos surgiu com mais força no começo de maio, logo após a vexatória goleada sofrida para o Grêmio, em Porto Alegre. Cansado das falsas promessas da diretoria na busca por um camisa 10, da mesmice de Jair Ventura, da forma como Jean Mota trata a bola, do nível técnico baixíssimo da equipe e, principalmente, da falta de perspectiva de que tudo isso mudasse a curto prazo, eu comemorei o fato de ficar um…

Opinião

Mais um raio que se vai

É triste. Muito triste. O ano não tem sido fácil para a nação santista. Somente o futebol apresentado em 2018 e os resultados obtidos no Paulista e no Campeonato Brasileiro (até a 12ª rodada) já são motivos mais do que suficientes para explicar a decepção do torcedor. Mas, não bastasse isso, surge a “quase confirmação” da venda do garoto Rodrygo. Prefiro não entrar no mérito numérico da transação. Todos sabemos que o clube não possui boa saúde financeira há tempos, mas pensar que o “sacrifício” de Rodrygo é a solução para um clube do tamanho do Santos é triste demais. Pior ainda quando lembramos que não é a primeira vez. Continuamos reféns da venda de nossas “jóias” e não buscamos nenhuma alternativa para uma nova engenharia financeira. No caso de Rodrygo, tudo ainda mais precoce. Diferentemente de Neymar, que atuou por cinco temporadas com a camisa do Santos, conquistou títulos,…

Campeonato Brasileiro

A triste realidade de um time na beira do Z4

35 pontos em 28 rodadas (considerando que o Santos tem um jogo adiado), o que significa aproximadamente 42% de aproveitamento. Esses são os números que o Santos precisa para fugir do rebaixamento tranquilamente. É triste e parece pessimista estar fazendo essas contas com menos de um terço de Campeonato Brasileiro disputado, entretanto, sem reforços e uma mudança de postura, essa é a realidade que o torcedor santista deve enfrentar em 2018. Ao final da 11ª rodada, após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, em plena Vila Belmiro, na noite de ontem (10), mais uma vez foi difícil encontrar qualquer destaque positivo na equipe alvinegra. O ataque desperdiçou as poucas oportunidades que surgiram, o meio teve dificuldades para criar e a defesa demonstrou insegurança e sofreu com as estocadas adversárias. Apesar do treinador Jair Ventura ter classificado a expulsão de Lucas Veríssimo (que foi no mínimo exagerada, uma…