Copa Libertadores

Santos segura a pressão em jogo pobre tecnicamente. Time precisará de Lucas Lima e Bruno Henrique inteiros na Vila

Pouca inspiração dos dois times e muita luta dentro de campo. Pobre tecnicamente, o jogo de ida entre Barcelona e Santos teve cara de Libertadores. No fim das contas, o Peixe retorna do Equador com um bom resultado na bagagem e, na semana que vem, entra como favoritíssimo a sair com a classificação às semifinais. Antes de partir para a análise dos jogadores, cabe uma ressalva sobre o estilo de jogo que o Santos adotou em Guaiaquil. No primeiro tempo, um pouco assustado no início e satisfeito com o empate no restante da etapa, os visitantes não fizeram nenhuma questão de propor o jogo – algo corriqueiro no Campeonato Brasileiro. A diferença é que o formato da Libertadores é ideal para que o Santos “amarre” as partidas fora de casa – o que não acontece em uma competição por pontos corridos. Tocar de lado, criar pouco, viver de um ou…

Copa Libertadores

“Transformação” de Alison não poderia ter vindo em um momento melhor

A saída de Thiago Maia, em julho, foi motivo de muita reclamação e, segundo muitos torcedores, abriu um buraco que parecia que não seria preenchido tão cedo no time do Santos – embora este blogueiro tenha suas ressalvas sobre o hoje jogador do Lille. Era consenso que, sem o jovem volante, já encaixado e adaptado ao esquema, provavelmente o time sofreria com a reposição, até pelo fato de o elenco ser enxuto e com peças de qualidade duvidosa no banco de reservas. Vecchio foi muito bem quando teve chances, mas hoje sofre com problemas físicos. A falta de opções obrigou Levir Culpi a ressuscitar um jogador que dava sinais de que não teria mais chances no Santos: Alison. Sem espaço com Dorival Júnior, ele sumiu do mapa durante algum tempo e disputou o Paulista pelo Red Bull Brasil. Para surpresa de todos, desde que ganhou novas oportunidades no Santos, Alison…

Campeonato Brasileiro

Bruno Henrique desequilibra e lidera o Santos em boa vitória no clássico

Considerações sobre o clássico entre Santos e Corinthians neste domingo: 1. É possível contar nos dedos de uma mão quantos jogadores são capazes de transformar os rumos de uma partida no futebol brasileiro atualmente. Busque na memória quantos atletas conseguem aliar dribles desconcertantes, velocidade, gols e assistências. O número certamente não chega a cinco. A boa notícia para o santista é que Levir Culpi tem à disposição um jogador com tais características e um  poder de decisão muito grande: Bruno Henrique. Perigosíssimo, ele deitou e rolou sobre o Corinthians e foi o melhor em campo na Vila. Bruno Henrique desmoralizou o lateral corintiano Fagner durante os 90 minutos. Abusou das fintas e levou a melhor em todas as arrancadas. Atuação impecável do camisa 27. 2. Falando em poder de decisão, é notório que Ricardo Oliveira já não é decisivo como em 2015 e 2016. O veterano desperdiça chances que não estava…

Opinião

Muito além do péssimo aproveitamento nos cruzamentos: a fila precisa andar na lateral direita

Victor Ferraz tem vivido dias difíceis dentro do Santos. Atleta do clube desde o meio de 2014, ele caiu bruscamente de rendimento, atravessa sua pior fase na Vila e é um dos nomes mais cobrados pela torcida nos últimos tempos. Contestado nas arquibancadas, o lateral desfruta de muito prestígio com os companheiros de time, que se apressaram para defendê-lo. Zeca, outro que não vem bem, enxerga Victor Ferraz como “jogador de seleção”. Bobagem. A realidade do santista é outra – muito mais modesta, convenhamos. Ser querido pelo elenco, no entanto, não basta para garantir sua permanência entre os onze titulares de Levir Culpi. Existem alguns fatores que deveriam acelerar sua ida para o banco de reservas. O primeiro – e mais importante – é a sequência de falhas em um fundamento primordial para qualquer jogador de sua posição: o cruzamento. Há uma velha máxima do futebol que sugere que “lateral…