Ouvi no Filme - Lupa Charleaux

Trilha sonora de Bright reflete as questões levantadas no filme da Netflix

Produção exclusiva da Netflix, Bright foi lançado bem no finalzinho de 2017. Com Will Smith no elenco, o filme chegou na plataforma de streaming no dia 22 de dezembro. Ele apresenta um mundo em que humanos, elfos e orcs formam uma sociedade. Entretanto, forças mágicas já não são algo tão comum.

Bright pode ser considerado uma versão de Dia de Treinamento (2001) dentro de um universo moderno como a Terra Média de O Senhor Dos Anéis (2001-2003). A trama mostra um policial humano Daryl Ward (Smith) atuando ao lado de um jovem policial orc Nick Jakoby (Joel Edgerton) no Departamento de Polícia de Los Angeles. Até que a dupla se vê diante de uma ocorrência fora do comum.

O diretor David Ayer (Esquadrão Suicida, 2016) utiliza dessas criaturas místicas convivendo com os humanos para abordar diversos assuntos e realizar certos comentários sociais. Aqui os orcs são vistos como marginalizados, enquanto os elfos formam a elite. E entre essa divisão de classes, ficam os humanos.

Mas vou deixar que o trailer explique muito mais sobre a história do filme.

Lançada pela Atlantic Records, Bright tem uma trilha sonora com uma extensa participação de astros do hip hop. Ty Dolla $ign, Future, Snoop Dogg, A$AP Rocky, Lil Uzi vert são alguns deles. Os DJs Steve Aoki e Marshmello que contribuem com algumas faixas, assim como a cantora Camila Cabello.

Contudo, há espaço para representantes de outros gêneros, como os britânicos do Bastille. A banda de indie rock colabora com o longa  com World Gone Mad, faixa escolhida para divulgar o disco. A canção recebeu um clipe que mistura imagens do filme e cenas do vocalista caminhando no mundo louco da produção da Netflix.

O segundo single de divulgação foi Home. A parceria entre Machine Gun Kelly com X Ambassadors e Bebe Rexha reflete um pouco do material do disco que fica entre o rap gangsta e o hip hop, com um pézinho no R&B moderno.

A faixa ganhou um clipe dirigido por David Ayer com várias imagens dos subúrbios californianos. E complementando um pouco do conceito do filme, mostra os humanos convivendo pacificamente com os orcs, tendo do outro lado a repressão policial por conta das raças.

As críticas sociais nas entrelinhas são bem apresentadas, mesmo em um mundo mágico. E isso não é diferente nas canções do longa. Broken People, parceria entre o rapper americano Logic e o cantor inglês Rag’n’Bone Man é um ótimo exemplo. Basta prestar atenção no lyric video para entender um pouco dessas questões. Além de ser uma das canções de destaque do álbum.

Outro destaque da trilha é This Land Is Your Land de Sam Hunt. Mais uma vez, uma forma de tratar as críticas sociais, principalmente a igualdade entre as raças que aparecem no filme. Afinal, lá a terra deve pertencer a todos. Uma faixa country no meio de várias canções de hip hop e que finaliza bem o álbum de Bright.

Para quem ama hip hop, principalmente os artistas da nova geração, a trilha sonora de Bright tem muito a oferecer. Esse gênero foi associado ao estilo gangsta como muito dos orcs são representados. Uma clara referência aos jovens negros dos subúrbios americanos.

Nesse rápido review decidi focar nas canções que fogem desse conceito. Ou destacar faixas com artistas não tão famosos. Mas vale a pena ouvir o disco e capturar algumas referências ao enredo do longa estrelado por Will Smith. Aliás, o ator, que também é rapper, poderia ter participado do material.

Sendo assim, encerro o Ouvi no Filme. Clique aqui para ouvir a trilha sonora de Bright no canal da Atlantic Records. Ou escute o álbum no player do Spotify abaixo:

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