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Fresno lidera lineup de festival na Arena Club

JÚNIOR BATISTA

Não é a primeira vez e muito menos será a última que veremos a Fresno tocar em Santos, se depender da vontade do vocalista Lucas Silveira. Ano passado, eles estiveram por aqui duas vezes. No entanto, nenhuma é igual. “Show é uma coisa móvel”, decreta o líder do grupo gaúcho. O próximo é amanhã, durante o Arena Festival, que acontece por 12 horas, a partir do meio-dia.

“Me lembro que há uns 15 anos fomos a Santos, até tocamos com a Garage Fuzz na época, e tínhamos essa imagem de que Santos era meio a Califórnia do Brasil, pois tinha um cenário bem hardcore. Foi um show que nos marcou muito, porque não sabíamos o que iríamos encontrar. Foi uma surpresa muito positiva, porque encontramos casa cheia e a galera cantando tudo”.

De fato, a Fresno arrasta um público fiel onde vai. Batendo os 20 anos de história, os roqueiros levam todo tipo de público a seus shows, desde os fãs mais antigos, adultos que cresceram ouvindo os rapazes principalmente na adolescência, até gente que nem conhecia a banda até pouco tempo.

Para isso, a turnê Natureza do Caos, desponta com o disco A Sinfonia de Tudo Que Há, mas também terá muitos hits. “Tem uma galera que quer ver as coisas novas que estamos fazendo, os que querem ver hits. A gente trabalha para agradar todos esses públicos”, garante.

Mobilidade é uma palavra-chave para entender o trabalho da Fresno. Os rapazes já foram chamados de tudo, mas não gostam de rótulos. Na descrição deste novo disco, o grupo fez uma analogia.

“A travessia de um rio requer destreza. Sua transposição é um misto de momentos de serenidade bucólica que, em poucos segundos, podem transformar o curso natural das águas em marés cheias e violentas. Se fosse um disco e esse rio transitório, ele poderia ser chamado de A Sinfonia de Tudo o Que Há. A obra reproduz uma jornada em ondas sonoras, onde a calma e a fúria não concorrem entre si, mas dialogam de forma ordenada numa sinfonia com começo, meio e fim”.

O trabalho de expansão combina com as participações. Em Hoje Sou Trovão, há participação de Caetano Veloso. “Foi um negócio surreal. Ele foi muito gente fina. Gostamos muito de expandir”, diz ele sobre a parceria. A faixa, inclusive, ganhará mais uma versão no próximo dia 21, em parceria com o rapper paulista Rashid.

Essas misturas são muito positivas na visão do líder da Fresno e também refletem uma tendência natural do público. “As pessoas estão muito mais ecléticas do que minha geração era. Existem pessoas que ouvem rock e, ao mesmo tempo, funk. Os estilos estão em intersecção e as playlists, cada vez mais variadas”, diz, citando uma versão que o MC Lan fez de um dos versos da Fresno ou seu backing vocal à Sandy.

Outros caminhos
Lucas Silveira é multifacetado. Além de cantar e compor, o músico está produzindo um disco para o Capital Inicial, que deve ser lançado em novembro. Também está em seus planos seu terceiro livro. Se os primeiros foram mais voltados à música, este mostrará um outro lado do gaúcho.

“É minha primeira ficção. Tenho mais ou menos um terço escrito, mas ainda não estou conseguindo me dedicar muito. Mas dá pra adiantar que será um romance com ficção científica, viagem no tempo…”

Serviço: Sábado (15), a partir do meio-dia, em Santos. A festa terá mais de 12 horas de apresentações e, além da Fresno, terá Supercombo, Zimbra, Scalene, Gloria, Selvagens à Procura de Lei, Tributo Forfun (por Cabana Jack) e Tributo Charlie Brown Jr (por Soldoutrock). Ingressos de R$ 100,00 a R$ 160,00. Av. Sen. Pinheiro Machado, 33, Vila Mathias

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