Futebol nacional

Uma reflexão sobre o futebol brasileiro

Nos tempos áureos, de Pelé e Garrincha, era comum ouvir que a Seleção era a pátria de chuteiras. Nos dias de hoje, tantas e idas e vindas depois, adivinhe: a Seleção, mesmo sem despertar o interesse de antes, continua sendo a expressão mais bem acabada da pátria de chuteiras, representando nossos vícios e virtudes, alegrias e decepções. Em campo, a recuperação dos 7 a 1 para a Alemanha segue em bom estágio com Tite, que pegou um grupo desacreditado e mal treinado por Dunga e enfileirou vitórias. De ameaçada, a vaga na Copa do Mundo da Rússia foi antecipada, e o time no qual nem Neymar rendia se encontrou, reacendendo a esperança do hexacampeonato no ano que vem. E fora de campo? Os desencontros de sempre, com o agravante de o presidente da CBF não deixar o País desde que o maior escândalo de corrupção da história do futebol mundial…

Futebol nacional

Carille prova que a solução está no Brasil

Melhor time do Brasil na atualidade, com números que beiram o inexplicável, o Corinthians joga à moda europeia. Taticamente perfeito, o time quase não sofre ameaça quando atacado e, com a bola, usa de uma inteligência poucas vezes vista por aqui para chegar ao gol adversário e ganhar as partidas, apesar dos poucos chutes a gol. Responsável pela engrenagem, o técnico Fábio Carille alcança desempenho de gênio logo em seu primeiro trabalho como efetivo. E para fazer seu time jogar com a mentalidade dos melhores times do mundo, ele não precisou seguir a moda de estagiar no exterior, o que na maioria dos casos não passa de engodo. O período em que foi auxiliar de Mano Menezes e Tite parece ter sido suficiente para o aprendizado. Com pequena parte de razão, a meu ver, os técnicos brasileiros são acusados de despreparados e desatualizados. O problema é que, ao apontar defeitos, os críticos…

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Que país é esse?

“A morte não causa mais espanto”, diziam os Titãs na música Miséria. Apesar de lançada em 1989, a canção da banda paulistana se sustenta com espantosa atualidade. Basta ler o noticiário esportivo que, segunda-feira sim, a outra também, traz notícias com brigas de torcidas e mortes. A última ocorreu sábado, no Rio de Janeiro, após o clássico entre Vasco e Flamengo. Revoltados com a derrota em São Januário, os vascaínos partiram para a agressão. Segundo relatos, um torcedor alvejado pela arma de um policial morreu, e outros ficaram feridos. Repercussão de casos como este até há, assim como punição a alguns dos envolvidos. Mas, infelizmente, nada significativo o suficiente para inibir os criminosos. E assim vamos levando, sempre à espera da próxima desgraça. Uma análise mais profunda mostra que o conformismo com a violência e todos os demais desmandos do futebol é o mesmo que levou o País ao abismo na…

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Borja corre contra o tempo

Dario Pereyra foi um dos maiores zagueiros da história do São Paulo. Técnico e raçudo, formou grande dupla com Oscar. A história do uruguaio, porém, não foi bem-sucedida desde sempre. Pelo contrário. Nos dois primeiros anos no Morumbi, o jogador, a princípio meio-campista, jogou menos do que o esperado. Assim como Borja, que não consegue se firmar no Palmeiras, mas que não deve dispor do mesmo prazo do são-paulino para dar a volta por cima. Contratado do Atlético Nacional com status de campeão da Libertadores, o colombiano foi o protagonista da negociação mais cara do futebol brasileiro em 2017. Por ele, o Palmeiras pagou R$ 35 milhões. O problema é que, em 20 partidas, o atacante fez apenas 7 gols e já há algum tempo se transformou em reserva de luxo. Pelo andar da carruagem, os palmeirenses serão compreensivos enquanto o time estiver vivo nas competições – o Campeonato Paulista…