Futebol nacional

Deus é brasileiro. E o brasileiro é…

A decisão da Copa Sul-Americana, entre Flamengo e Independiente, na última quarta-feira, vai ser lembrada por muitos anos. Menos pela conquista dos argentinos, mais pela selvageria promovida pela torcida flamenguista do lado de fora do Maracanã. Imagens mostrando brigas, invasões e depredações já haviam sido exibidas no dia do jogo. Mas a riqueza de detalhes revelada pelo Fantástico, da TV Globo, no último domingo, mostra que só mesmo uma intervenção divina foi capaz de evitar mortes em larga escala. Combinada pelas redes sociais, a invasão resultou na entrada de 8 mil pessoas sem ingresso no estádio, de acordo com a reportagem. Uma vez iniciado, o tumulto teve pisoteamento, saques e agressões.  Agora, não adianta cobrar os policiais. Afinal, quando uma multidão resolve partir para a ignorância, não há quem segure. Na verdade, os responsáveis pela segurança merecem congratulações por não terem perdido a cabeça. Passado o pesadelo, a Conmebol estuda como…

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Campeão da América, Grêmio é o melhor time do Brasil

Após muito reclamar do futebol jogado no Brasil, tenho satisfação em comentar o tricampeonato da Libertadores alcançado pelo Grêmio diante do Lanús. A conquista em solo argentino premiou o melhor time do Brasil – e das Américas – em 2017. Com méritos, o Corinthians foi campeão brasileiro. Mas, em termos de futebol bem jogado, não passou nem perto dos gremistas. Autor de um gol de craque na quarta-feira, Luan coroou o grande ano. Ninguém jogou mais do que ele por estas bandas em 2017. Habilidoso e inteligente, Luan joga e faz o resto do time jogar, abrindo buracos nas defesas adversárias para ele e para os companheiros. Outros alicerces dos gaúchos são Marcelo Grohe, responsável por defesas milagrosas, e Geromel, zagueiro firme pelo chão e impecável na bola aérea. O meia Artur é uma grata surpresa, marcando e chegando ao ataque com talento. No time dos coadjuvantes, jogadores por quem ninguém dava nada…

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Afastamento de Lucas Lima não surpreende

Lucas Lima não joga mais pelo Santos. O que não chega a ser novidade. Afinal, todo mundo sabia que ele não renovaria contrato. Desgastado com a torcida santista, mas ainda valorizado pelo que apresentou nos últimos três anos, o jogador tem tudo para acertar com o Palmeiras, que já demonstrou publicamente que deseja contratá-lo. A novidade, se é que se pode chamar assim, é a mudança de opinião do presidente Modesto Roma Júnior sobre o caso. Na última quinta-feira, cobrado por torcedores exaltados em Salvador, onde o Santos perdeu do Bahia, por 3 a 1, o dirigente alegou que não poderia deixar de fora das partidas um jogador que ganha R$ 300 mil por mês. Menos de uma semana depois, o afastamento é consumado. O que deve ter provocado a mudança de opinião do presidente? Bem, em primeiro lugar, a pressão não só dos torcedores em geral, mas também das…

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A diferença se chama Hernanes

Em meio às mudanças recentes no futebol, os técnicos adotaram novas expressões para explicá-lo. O grande jogador, capaz de decidir jogos em um instante, passou a ser chamado de “diferenciado”. Craque? Fera? Não, “diferenciado”. Nem “diferente”, é “diferenciado” mesmo. O problema é que o vocábulo “diferenciado” passa a ideia de algo mais significante, que vai além de um mero futebolista talentoso. Um jogador “diferenciado”, em tese, deveria ser também um ser humano “diferenciado”. Como Hernanes, do São Paulo. Com seu raro talento para chutar e driblar com as duas pernas, o meia é o principal responsável pela recuperação são-paulina no Campeonato Brasileiro. De sério candidato ao rebaixamento, o time pulou para o meio da tabela e virou aspirante a vaga na Libertadores graças ao Profeta, capaz de liderar a equipe com gols, assistências e uma postura realmente diferenciada. Além de ótimo jogador, Hernanes é culto sem ser pedante. Em um universo…