Direito Previdenciário

Os números também mentem!

Comemorando a vergonhosa reforma da legislação trabalhista, a tecnocracia planaltina andou espalhando pesquisas que só usam a estatística pela metade. Assim, afirmam que a somatória 95/85 (idade e tempo de contribuição para homens e mulheres) eleva as desigualdades sociais e que o ricos se aposentam cedo e continuam trabalhando.

Logo de cara é preciso observar que o limite de benefícios do INSS atualmente não completa seis salários mínimos. Para alguns economistas, quem se aposenta “pelo teto” representa a “elite da elite”. Ora, quem observa apenas os percentuais não poderia ver coisa melhor! Em suas pesquisas comparam as aposentadoria por idade no valor de um salário mínimo com as aposentadorias por tempo de contribuição dos poucos que contribuíram no valor de quase seis vezes; nestes trabalhos nem comentam a média das contribuições que representem 80% de todas desde julho de 1994.

A diferença entre a média total (direito dos que completam a somatória 95/85) e o valor cortado pelo Fator Previdenciário (FP) apenas demonstra a grave injustiça deste último. O FP leva em conta o tempo de contribuição, a idade e a expectativa de sobrevida do segurado, mudando todo ano de acordo com a tabela do IBGE. A somatória veio para corrigir este absurdo e introduzir indiretamente a idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição.

A reforma neoliberal ainda pretendia desvincular do salário mínimo a pensão por morte e o benefício assistencial. Este blogueiro já falou bastante sobre o monte de mentiras que a propaganda do governo apresenta, e estas novas pesquisas distribuídas pela mídia demonstram que os números também podem mentir!



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