Previdência privada complementar

A previdência privada não substitui o Seguro Social

Na década de 1970, sob o regime ditatorial, surgiram as previdências privadas complementares. O regime geral de previdência, na época INPS, perdia toda a sua credibilidade com as políticas recessivas e de arrocho salarial que se praticava (esperamos que não se repitam). Em defesa da produtividade das empresas estatais de então, como as siderúrgicas, criaram fundos de previdência complementar que prometiam complementações às aposentadorias. O mundo mudou muito, e no lugar dos benefícios definidos, com muito trabalho para os matemáticos atuários, a previdência privada só oferece planos de contribuição definida, com a formação de um fundo de reserva, com as devidas aplicações, a ser dividido pela expectativa de vida do segurado quando se inicia o benefício. Atualmente existem fundos fechados, com empresas como patrocinadoras ou com associações como instituidoras, e fundos abertos, com fins lucrativos, administrados por bancos e financeiras. Quem tem uma renda mensal acima do limite do INSS,…

Previdência privada complementar

A Previdência Complementar também tem muita importância

A previdência complementar privada se consolidou na década de 1970, com os fundos fechados, exclusivos para os trabalhadores vinculados à empresas patrocinadoras. É bom esclarecer que o regime de arbítrio de então destruíra a credibilidade do nosso seguro social, INPS na época, e, por isso, para as empresas de economia mista, estatais com muita atenção dos governantes, foram criados fundos de pensão, garantindo alguma complementação para as péssimas aposentadorias. Os fundos abertos criados naqueles tempos, montepios e outras enganações, não tiveram futuro. Não é à toa que a legislação atual proíbe fundos abertos “sem fins lucrativos”; não se admitem mentiras.Os fundos fechados foram mantidos, com algumas dificuldades para o pagamento de seus complementos e com a responsabilidade solidária das empresas patrocinadoras. Em 1998 uma emenda incluiu a previdência complementar na Ordem Social da Carta Magna, organizada “de forma autônoma em relação ao regime geral”. Assim, os fundos de previdência privada…

Previdência privada complementar

A previdência privada complementar também é importante

Em 1998 a previdência privada complementar foi incluída na Carta Magna. Apesar de ser dirigida apenas para os que ganham acima de 4 mil reais, ou seja, não é a grande maioria dos trabalhadores brasileiros, mas insisto em dizer que é matéria importante. Em primeiro lugar, sempre é bom observar que as aplicações de fundos de pensão, em títulos de dívida pública ou em ações, são sempre muito proveitosas para a economia do país. Mas é também tão importante conseguir aposentar de verdade os trabalhadores que ganham remuneração superior. Aposentar-se, como ensinou mestre Anníbal Fernandes, significa retirar-se para os seus aposentos, parar de trabalhar e dar espaço no mercado de trabalho para quem está começando. Além disso, os aposentados com maior soma, entre a aposentadoria e a complementação, efetivamente ajudam no crescimento econômico do país, viajando, fazendo turismo, circulando o dinheiro. O que paga o INSS pode não ser suficiente…