Auxílio-doença

Reduziram a garantia do auxílio-doença

Sem precisar de qualquer reforma constitucional, muitas mudanças já ocorreram nos benefícios mais importantes para os trabalhadores, como a pensão por morte e o auxílio-doença. São os benefícios mais importantes, ao lado da aposentadoria por invalidez, porque decorrem do sinistro, do improvável. Sobre a pensão, este blogueiro já falou bastante, e no auxílio-doença, através de medida provisória que se converteu na Lei 13.135/2015, colecionou-se mais uma maldade: o benefício é calculado em 91% da média contributiva (maiores salários que representem 80% de todos desde julho/1994), mas “não poderá exceder a média aritmética simples dos últimos 12 (doze) salário-de-contribuição”.  Vou traduzir: o segurado contribuía pelo valor máximo, mas ficou quatro anos desempregado, sem contribuir; com as dificuldades no mercado de trabalho, retorna com salário menor do que a metade do anterior, e, com mais de um ano neste novo emprego, fica doente, afastado do trabalho por 6 meses. Sua média contributiva,…

Previdência social

E ainda querem programar o aumento da idade mínima

Além de impor a chamada idade mínima para a aposentadoria, 65 anos para os homens e 62 para as mulheres, os reformistas do governo ainda pretendem programar o aumento desta exigência. Se fosse aprovada tal emenda, ocorreria a extinção da aposentadoria por tempo de contribuição, restando apenas a aposentadoria por idade, e com o acréscimo de dois anos para as mulheres. Pois o saco de maldades ainda prevê que uma lei ordinária disciplinaria a majoração da idade mínima “em um ano quando houver aumento em número inteiro na expectativa de sobrevida da população brasileira aos sessenta e cinco anos, para ambos os sexos, em comparação com a média apurada no ano de publicação desta Emenda”. Significa que toda vez que a tabelinha da expectativa de sobrevida (IBGE) completar um número inteiro a mais para quem estiver com 65 anos, a idade mínima disposta na Constituição pode ser alterada, em forma…

Previdência social

Conheça a proposta “desidratada” da Reforma Previdenciária

Conforme este advogado muito repetiu em seis artigos publicados na Tribuna Livre, os reformistas não abrem mão da extinção da aposentadoria por tempo de contribuição, antiga aposentadoria por tempo de serviço. Na “emenda aglutinativa” agora apresentada o saco de maldades é um pouco menor, porém mantendo como único benefício voluntário e programável, a aposentadoria por idade, aos 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Talvez estes dois anos a mais para as mulheres representem o “bode na sala”, para negociar. Além disso, concentra a violência nos servidores públicos, anunciando o fim dos “privilégios”, revoga as regras de transição das reformas anteriores e insiste no impedimento ao recebimento de aposentadoria e pensão por morte do cônjuge. Para o Regime Geral de Previdência Social, INSS, o tempo mínimo de contribuição foi mantido em 15 anos, mas para os servidores públicos serão exigidos 25 anos de contribuição, sendo no mínimo…

Previdência social

Emenda constitucional não desfaz direito adquirido

Primeiro é preciso entender que o direito adquirido é aquele para o qual se completaram as exigências. Assim o benefício que poderia ser requerido é direito adquirido, não precisa ter pressa. Vamos aos exemplos: O trabalhador vinculado ao INSS completou 35 anos de contribuição, mas faltam apenas alguns meses para que a soma de sua idade com o tempo de contribuição completem 95. Sem dúvida, ele deve aguardar. Se a reforma for aprovada antes disso (e não me parece que será tão fácil), o direito adquirido não será modificado. Ou seja, o direito a se aposentar com o Fator Previdenciário reduzindo sua renda mensal está garantido como direito adquirido. Imaginem o servidor público que completou todas as exigências para se aposentar com base no último salário e com paridade de reajustes, mas acha que ainda vai crescer em sua carreira funcional, e só pretenderia se aposentar aos 70 anos de idade….

Previdência social

Conheça as regras de transição da “reforma desidratada”

São pequenas as possibilidades de aprovação da reforma pretendida pelo governo, mesmo reduzindo consideravelmente o saco de maldades. Porém, o que mais preocupa os trabalhadores que já participam do INSS são as regras de transição. Assim, fazemos uma primeira análise. As regras de transição seriam válidas para todos que estiverem filiados até a data da promulgação da emenda, podendo optar pelas regras novas, se mais favoráveis. Como a aposentadoria por tempo de contribuição deixa de existir, a transição exige o tempo completo (35 anos para os homens e 30 para as mulheres), um pedágio de 30% sobre o tempo que faltava até aquela data, além da idade mínima que começa em 55 anos para os homens e 53 para as mulheres, recebendo o acréscimo de um ano a cada dois que passam, a partir de 1º de janeiro de 2020. Para a aposentadoria por idade, inicialmente continua tudo como está, 65 anos para o homem e…

Previdência social

A Reforma “desidratada” é um golpe

Conforme este blogueiro falou na última segunda-feira, o governo aposta nas propagandas, pedindo apoio ao retrocesso que pretendem à nossa Previdência Social. Ainda não vi o texto da proposta “enxuta”, mas o ponto principal continua sendo a extinção da aposentadoria por tempo de contribuição, com a tal “idade mínima” coincidindo com a exigência para a aposentadoria por idade. Além disso, pretendem elevar para 62 anos para as mulheres, mantendo 65 para os homens, com regras de transição através de uma tabela com idade crescente pelos próximos vinte anos para quem já está no sistema. Contra os servidores públicos, a grande violência é a revogação das regras de transição das emendas constitucionais 20/1998, 41/2003 e 47/2005. Porque a equiparação dos benefícios já existe para quem ingressa atualmente no serviço público federal. A “desidratação” da reforma proposta originalmente a mim parece um golpe, lembrando que o cálculo dos benefícios, a média enquanto base e o…

Previdência social

A propaganda da reforma previdenciária é mentirosa

Soltaram os balões de ensaio, com a reforma “desidratada”, insistindo na “idade mínima” para a aposentadoria, e agora chegou a propaganda oficial: o bordão é “apoie a reforma senão depois não pago o seu benefício”, falando em cálculos “promissores” que este blog já desmentiu e prometendo o fim dos “privilégios” que teriam os servidores públicos. O ponto principal da “reforminha” continua sendo a extinção da aposentadoria por tempo de contribuição, restando somente a por idade, e, se possível, ainda elevando a idade das mulheres para 62 anos. Quanto ao tempo mínimo de contribuições e o cálculo, a “esmola” do governo seria manter a carência em 15 anos para o benefício no valor de um salário mínimo, podendo atingir o “máximo”, com “apenas” 44 anos de contribuições. Insistem no cálculo punitivo ao trabalhador e sempre é bom lembrar que estes dispositivos cabem na lei ordinária, não dependem de emenda constitucional. Porém, a…

Pensão por morte

Quem pode ser beneficiário da pensão por morte

A pensão por morte é um benefício dirigido aos dependentes do trabalhador/segurado. A lei os apresenta em três classes: a primeira é o núcleo familiar, esposa, marido ou companheiro(a) e os filhos até 21 anos ou inválidos, tendo a dependência econômica presumida; a segunda classe é composta pelos pais e a terceira por irmãos até 21 anos ou inválidos, sendo, nestes casos, obrigatória a comprovação da dependência econômica. Importante observar que a existência de dependentes de uma das classes, exclui do direito as demais. Assim, o objetivo principal é a proteção do dependente mais imediato, presumindo a dependência econômica entre o núcleo familiar. Os pais (ou irmãos, pela ordem) só terão direito ao benefício se, além de não existirem membros das classes anteriores, comprovarem a dependência econômica em relação ao falecido. Atualmente a pensão por morte só se torna vitalícia nos casos de viúvo(a) com mais de 44 anos de…