Futebol

Buffon, CR7 e o poder da reinvenção

Duas transferências realizadas nas últimas semanas no futebol europeu serviram para explicar por A + B por que duas estrelas do mundo do futebol são diferenciadas. O goleiro Buffon e o atacante Cristiano Ronaldo surpreenderam muita gente quando foram anunciados, respectivamente, por Paris Saint-Germain e Juventus. Sem dar bola para a idade e o medo de mudanças na carreira, eles resolveram se reinventar, abrindo mão da veneração e do conforto de onde estavam em busca de desafios – e, claro, alguns milhões de euros a mais.

Aos 40 anos, Buffon deixou para trás quase duas décadas de idolatria na Juventus e uma carreira toda construída no futebol italiano em busca de motivação e do título que lhe falta: a Liga dos Campeões da Europa. E por que não conquistá-lo pelo PSG, que também tem o mesmo desejo? Em sua apresentação, um dos melhores goleiros do planeta disse que uma eventual conquista será consequência da estimulante arte de reinventar, que o torna um menino mesmo apos quatro décadas de vida.

“Cheguei a Paris com o entusiasmo de uma criança. Temos uma energia, um novo entusiasmo, todo mundo quer ter um lugar importante na equipe. Farei o meu melhor para fazer o nosso melhor e eu ainda quero provar que sou um grande goleiro. Eu senti que ainda tinha algo para dar dentro de mim (após o anúncio da saída da Juventus, quando muita gente pensou que fosse sua aposentadoria). Esta nova aventura pode me fazer progredir como homem e jogador”, disse o italiano.

Sete anos mais jovem que Buffon, Cristiano Ronaldo também surpreendeu ao ser anunciado pela Juventus. Aceitou deixar para trás o status de maior nome do galático Real Madrid, onde conquistou quatro Liga dos Campeões da Europa nos últimos cinco anos e marcou 451 gols em 438 jogos, sendo o maior artilheiro da história do clube. O português abusou da sinceridade ao explicar à imprensa o que o motivou a se transferir para o heptacampeão italiano a esta altura da vida.

“Há jogadores que vão para a China ou para o Qatar, para terminar carreira. Eu não, venho quase que rejuvenescer, para um clube grande. Sou diferente dos outros. Se alguns estão acabados, eu não estou”.

Quem tem a ganhar com a infinita sede de vencer desses dois monstros do futebol é a gente, que poderá admirar por mais tempo as defesas do Buffon e o robozão CR7 em busca de recordes e mais taças. Que a temporada 2018/2019 comece logo!



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