Futebol

Crise no Tottenham estraga temporada 2011/2012

Defoe lamenta mais um gol perdido na derrota do Tottenham no final de semana para o Queens Park Rangers

Cheguei a destacar no começo do ano que o Tottenham surgia como um dos fortes candidatos ao título inglês de 2012. Tanto que o treinador do clube, Harry Redknapp, era cotado para ser o próximo técnico da seleção inglesa. No entanto, o time virou o fio e acumulou derrotas em um ritmo alucinante. A possibilidade de conquista evaporou. Ninguém fala a mesma língua e a desilusão toma conta de lá.

São tantas pauladas de fevereiro para cá que fica até complicado escolher apenas uma para simbolizar o fracasso do ano. Mas vamos à última grande derrota. E ela veio no Estádio de Wembley, por 5 a 1, para o Chelsea, pela semifinal da Copa da Inglaterra. Neste jogo, tudo deu tão errado que cheguei a ficar com dó. Os ótimos jogadores pioraram. Os medianos ficaram fracos. Já os ruins viraram titulares.

Bale era um fenômeno do time inglês em 2012

O galês Gareth Bale, por exemplo, era o símbolo da boa fase do clube. Dominava o lado esquerdo do ataque, aparecia para marcar gols e garantia importantes vitórias. Só que, agora, não consegue dar conta do recado. Caiu de rendimento junto com o time. Nos últimos jogos, tem atuado no lado direito, posição totalmente contrária à sua. Parou de mandar a bola para o fundo da rede. Sucumbiu à maré de azar.

No Campeonato Inglês, a situação do clube de Londres é ainda mais ridícula. O time conquistou uma vitória nos últimas oito partidas. Sofreu uma goleada do maior rival, o Arsenal, por 5 a 2, depois de estar ganhando por 2 a 0. De um líder aclamado, Harry Redknapp passou a ser hostilizado no banco de reservas. Os torcedores do Tottenham estão com medo dele. Os dirigentes da federação inglesa também.

Ele chegou a colocar a culpa, esta semana, na falta de um elenco qualificado para suportar um monte de competições que os clubes ingleses disputam. Só esqueceu que dispensou, apenas nos últimos 12 meses, os seguintes atacantes: Robbie Keane, Peter Crouch, Roman Pavlyuchenko, Steven Pienaar, Wilson Palacios, Vedran Corluka, Sébastien Bassong, Jermaine Jenas e Jonathan Woodgate.

Treinador Redknapp vê a crise bater sua porta

“Nós não temos o maior dos planteis. O Chelsea fez oito alterações para jogar com o Arsenal e continuaram em boa forma. Quando olhamos para o meu banco não se encontra nem perto. Na derrota de sábado [para o Queens Park Rangers], não pude fazer alterações pois eu só tinha um ponta e dois centrais. Se um deles se lesionasse, eu estava em apuros. Não tinha ninguém. Estávamos desesperados.”

Pois é, Redknapp. Sua batata está assando. A certeza de conseguir um lugarzinho na Uefa Champions League 2012/2013 virou pesadelo. A equipe que brigava pela taça foi parar em quinto lugar. Não mete medo em mais ninguém. Depois que essa história de seleção inglesa surgiu na vida do treinador, o Tottenham ruiu. Ele jura que não tem nada a ver alhos com bugalhos. Só que é tarde demais para chorar. O estrago está feito.

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