Futebol

Relembre oito momentos de genialidade de Iniesta no dia do adeus ao Barcelona

Andrés Iniesta anunciou sua saída do Barcelona, depois de 22 anos no clube, 16 temporadas como profissional e 31 títulos conquistados. Em homenagem ao melhor jogador espanhol da história, destaco oito momentos (número escolhido em referência à camisa eternizada por ele) em que o carque foi um gigante, tanto pela Barça quanto pela seleção da Espanha. Com a China como provável destino na reta final de sua carreira, Iniesta já deixa com saudade quem gosta de futebol.

1 – A estreia pelo Barça
Em 29 de outubro de 2002, o Barcelona foi à Belgica encarar o Brugge, pela Liga dos Campeões da Europa. Numa época em que o técnico Louis Van Gaal entupia a equipe de jogadores holandeses e uma ótima geração da base barcelonista pedia passagem, o treinador puxou Iniesta do time B e o utilizou o jogo todo. O time catalão venceu por 1 a 0 e o futuro craque se destacou, mesmo tenho apenas 18 anos e ainda utilizando a camisa 34.

2 – O primeiro gol
Iniesta balançou as redes pela 1ª vez mais de um ano após sua estreia, pois seguiu dividindo seu tempo entre o time principal do Barça e a equipe B. O 1º gol veio em contra o Levante, pela Copa do Rei, no Camp Nou, em 14 de janeiro de 2004. O Barcelona havia perdido de 1 a 0 a ida das oitavas de final e tinha de reverter o placar para evitar o vexame de uma eliminação precoce. Conseguiu: 3 a 1, com o carimbo de Iniesta. Pena que não achei, nem por decreto, o primeiro gol do craque com a camisa do Barça.

3 – Mudando a Champions
Em 2006, o Barcelona tinha em Ronaldinho Gaúcho sua maior estrela, mas Iniesta também merecia destaque. Não à toa, o clube chegou à final da Liga dos Campeões da Europa, contra o Arsenal. Mas, na escalação, o técnico Frank Rijkaard quis inventar e colocou o espanhol no banco. Não deu certo e o Arsenal terminou o 1º tempo na frente: 1 a 0. Iniesta entrou na etapa final e ajudou a mudar o duelo. Barça 2 a 1 e taça na mão.

4 – O Iniestazo
O Chelsea vencia o Barcelona por 1 a 0, em Londres, pela semifinal da Liga dos Campeões 2008/2009, e garantia a vaga na decisão. Era a 1ª temporada de Guardiola como treinador do time principal do Barça. Quando tudo parecia perdido, aos 45 minutos do 2º tempo, uma bola que veio da esquerda sobrou no pé de Iniesta, que teve coragem e chutou de fora da área, no ângulo. O golaço foi tão importante que ganhou nome próprio: Iniestazo.

5 – O mundo aos pés
Iniesta teve a honra de ser o autor do gol que deu à Espanha seu único título de Copa do Mundo até hoje. Foi em 2010, na África do Sul, contra a Holanda, em um Estádio Soccer City abarrotado de torcedores e vuzuzelas, num frio congelante, aos 11 minutos do 2º tempo da prorrogação. Um lance feio e fruto de um bate-rebate, se comparado com outros brilhantes que o craque protagonizou, porém o mais importante da carreira, sem dúvida alguma.

6 – Melhor da Eurocopa
O domínio da Espanha era tão grande no começo da década que, em seis anos, ela ganhou uma Copa (2010) e duas Euros (2008 e 2012). Nesta última, em especial, Iniesta barbarizou. Armou jogadas, deixou companheiros na cara do gol e embasbacou adversários com sua habilidade. Foi eleito o melhor da final e do torneio sem ter feito um gol sequer, tamanha categoria. Os 4 a 0 dos espanhóis sobre a Itália, na decisão, foram um desfile.

7 – Aplaudido pelo rival
Iniesta não sumia em jogos grandes. Que o diga o maior rival do Barcelona, o Real Madrid. A noite de 21 de novembro de 2015 foi o ápice. Iniesta, Suárez e Neymar humilharam os merengues com uma goleada por 4 a 0, em pleno Estádio Santiago Bernabeu. O gol de Iniesta nessa partida é classificado como um dos mais lindos de toda sua carreira. A ponto de a torcida do Real ter se levantado para aplaudi-lo. Coisas que só um craque consegue promover.

8 – Rei Iniesta
No último sábado (21), a Copa do Rei podia ter mudado de nome para Copa do Rei Iniesta. No confronto entre Barcelona e Sevilla, todos estavam de olho no camisa 8, pois os rumores sobre sua saída do clube eram fortíssimos. E a emoção de Iniesta dentro de campo deixou ainda mais claro que a hora do adeus estava próxima. Ele marcou um golaço ao driblar o goleiro Soria, chorou ao ser substituído e levantou a taça. Uma final perfeita. Um final mágico.



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