Futebol

Sucesso do Manchester City passa por Kun Aguero

Ele às vezes é titular da equipe. Em outros jogos, passa boa parte do tempo no banco de reservas. Mas de um jeito ou de outro, o artilheiro argentino Kun Aguero acha um atalho para balançar as redes e fazer a festa da torcida. A escalada do Manchester City rumo ao topo do futebol passa pelos seus pés e isso pode ser notado em campo. Como ele, tudo fica fácil.

Não que a situação atual seja tranquila para ele. Mas são estes imprevistos do mundo da bola que dão graça para o jogo. O Manchester City liderava com folga o Campeonato Inglês. Chegou a fazer 6 a 1 no maior rival, o Manchester United, em outubro. Abriu uma cômoda vantagem na ponta da tabela. E ela virou pó. A crise engoliu até o argentino de 23 anos.

O time agora está cinco pontos atrás justamente do United e se quiser pensar em título, precisa ganhar do Arsenal neste domingo, em Londres. Aí a importância de Aguero para o City pode ser notada mais facilmente. Há duas semanas, ele apareceu machucado no treino. O treinador Roberto Mancini não revelou nem sob tortura o que houve com o argentino.

O fato é que ele ficou de fora das últimas partidas e vem fazendo uma falta danada. Sua escalação ou não para o duelo contra o Arsenal virou uma arma de Mancini para surpreender o adversário. Pois enfrentar Aguero e sua agilidade ao raciocinar jogadas requer mais atenção, um esquema especial de marcação ou, quem sabe, reza brava antes do apito inicial.

Aguero foi precoce em todos os sentidos. Entrou em campo pela 1ª vez com a camisa do Independiente aos 15 anos de idade, em 2003. Ainda estudando na escola, defendeu a camisa vermelha do clube de Avellaneda na Copa Libertadores da América de 2004. Já em 2006, foi vendido ao Atlético de Madrid. A cada dois jogos, marcava um gol na Espanha.

Conquistou o coração dos torcedores de Madrid, despertou a cobiça de rivais, levantou a taça da Liga Europa em 2010 e, em agosto de 2011, deixou a vida boa na Espanha para saciar o desejo por títulos. Falou em recente entrevista à revista El Grafico que precisava de novos desafios. Isso – e 45 milhões de euros na conta do Atlético – o fizeram mudar de país.

Com 27 jogos e 17 gols, além de 5 assistências, Kun Aguero tornou-se decisivo. A ponto de sua ausência ser sentida como nunca antes em Manchester. O único que se vira sem ele ao lado no ataque é o italiano Mario Balotelli. Dzeko e Tevez, este ano, são sombras perto de Aguero. Se você ainda não o vê com cuidado, hora de mudar isso. Vai que ele destrua o sonho do hexa do Brasil em 2014… aí não digam que não avisei!

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