Futebol

Mano Menezes achou uma Seleção Brasileira decente

Molecada do Brasil fez a diferença contra os Estados Unidos e a Seleção goleou os americanos por 4 a 1

Ao cravar na última quarta-feira que os Estados Unidos tinham tudo para ganhar do Brasil, eu confesso que não esperava muita coisa da Seleção comandada por Mano Menezes. Até porque, em quase dois anos de trabalho, o time comandado pelo ex-técnico do Corinthians não empolgava uma só alma. Já os americanos vinham de cinco vitórias, sendo que uma delas fora conquistada na Europa, contra a Itália. No entanto, tomei um susto: finalmente Mano fez o Brasil ser decente.

Aí, meu amigo, azar dos Estados Unidos, da Dinamarca ou de quem aparecer pela frente. Tenho um medo enorme de tirar conclusões precipitadas a essa altura da vida, mas fazia tempo que a Seleção Brasileira não me deixava tão empolgado. Ao ver o jogo de quarta-feira, em que os americanos levaram um surpreendente 4 a 1 em plena Washington, parecia o time de Dunga em campo. Com garra, vibração e vontade exalando. E um toque a mais de qualidade na questão tática.

Oscar (à esq.) e Neymar comemoram a vitória nos EUA

O meia Oscar parece ter chegado para ficar. Sinceramente, não vejo lugar neste momento para Paulo Henrique Ganso usar a camisa 10 da Seleção Brasileira. O que o menino do Internacional fez nos dois jogos lhe dá crédito suficiente para Mano Menezes apostar pelo menos mais umas cinco vezes em seu futebol. Contra EUA e Dinamarca, ele jogou melhor do que Ronaldinho Gaúcho em suas dezenas de chances entre 2011 e 2012. Um sopro bem-vindo de renovação no time.

No ataque, além de Neymar, o Brasil conta com Hulk. Tudo bem que seu nome gera um monte de piadas e nem 10% dos que o criticam devem ter visto um jogo inteiro do atacante com a camisa do Porto, mas posso garantir que o cara joga mais bola do que quase todos os pontas do futebol brasileiro. Ah, sim, ele não é um centroavante, apesar do tamanhão. Hulk atua pelas pontas e sua arma usada para vencer a zaga rival é o corte para o meio seguido de um chute forte.

Um Brasil renovado dá esperanças de dias melhores

Por fim, o que dizer de Rafael no gol? Melhor do que Jefferson, que nunca me passou a confiança exigida pelo posto. É o futuro titular nas Olimpíadas e na Copa do Mundo. Assim, o time olímpico dá impressão de ser a melhor coisa inventada Mano desde agosto de 2010. Mais eficiente que o catadão de veteranos testado para nada em 2011. Mais bonito de ser ver do que o time que sofreu para ganhar da Bósnia, perdeu para a França, para a Alemanha e empatou com a Holanda.

Quem diria: o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, estava certo ao dizer depois da eliminação na Copa do Mundo que o caminho certo para o Brasil voltar a vencer era apostar nos jovens e rejuvenescer a média de idade dos atletas, copiando processo semelhante feito pela Alemanha e que rendeu um vice da Euro em 2008 e o terceiro lugar no Mundial da África do Sul. Deixa a molecada jogar, Mano. A alegria deles pode fazer a Seleção cair na graças do povo de novo!



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