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A gestação afeta os relacionamentos da mulher?

Com a gestação e o parto, as prioridades da mulher se modificam, e outras funções como as amizades, o casamento e a relação familiar podem sofrer mudanças, por vezes para pior.

A amizade verdadeira requer afinidade, dedicação, e compartilhar experiências.

Quando uma mulher engravida, o foco de atenção, cuidado, e seu emocional se encontra na gestação, no filho que virá, nas preocupações naturais da fase, pré natal, cuidados com a saúde, a ansiedade dentre outras.

Se a amiga não estiver grávida, se nunca teve filhos, ou se está em outra fase com outras preocupações, as amigas poderão se distanciar naturalmente, por diversidade de interesses e de fase de vida.

Porém se a amizade é verdadeira, mesmo com um afastamento temporário, o sentimento e o vínculo permanecem, e ao se encontrarem, a sensação boa de reencontro e os fortes sentimentos que foram criados na amizade permanecem e a conexão amorosa continua existindo, podendo ser retomada sem problemas.

Sinais que a amizade não vai bem aparecem quando surgem mágoas, ressentimentos, acusações ditas ou veladas, e sentimentos como ciúmes, inveja ou raiva.

É possível que estes conteúdos apareçam pois podem estar vindo a tona conflitos da relação, ou mesmo dinâmicas pessoais, de qualquer das partes, de emoções não bem resolvidas que afloram nesta fase.

Na gestação emergem diversos conteúdos ligados à maternidade, família, vínculos afetivos, traumas, expectativas e outras mais, o que põe à prova os sentimentos e a ligação entre as famílias, os casais e as amizades.

Para que a relação seja mantida e não se perca, algumas atitudes de ambas partes precisam acontecer.

Os sentimentos verdadeiros, as relações afetivas, as amizades requerem uma relação de troca.

Trata-se de uma lei da vida, a lei do equilíbrio de troca, segundo o terapeuta alemão Bert Hellinger, criador das Constelações Familiares.

Nem sempre faremos somente o que gostamos, nem a outra parte também. Relacionar-se como adultos requer dar e receber, em medidas equivalentes, e certas vezes faremos o que não gostamos para agradar o outro, e a contrapartida também deve acontecer.

Se somente um dá e o outro recebe, ou se o equilíbrio de troca for muito desigual, a relação, qualquer que seja ela, tende a se romper.

É importante observarmos este equilíbrio de troca que deve ocorrer nas relações horizontais, entre o casal, parceiros, sócios e amigos.

Uma mãe que acabou de ter seu filho encontra-se em um período sensível, com mudanças corporais, hormonais, e emocionais.

Requer ajuda, orientação e colaboração daqueles com quem convive, se relaciona e se importam com ela.

O pai da criança deve estar presente, ajudar com o que for necessário, assim como as pessoas amadas da relação, alguns familiares e amizades próximas.

Oferecer para levar em algum lugar que for importante, ou trazer algo nesta fase em que a mãe precisa estar muito próxima do bebê sem condições de sair muito de casa, ajudar a noite quando o bebê está com dificuldade no horário, enfim, oferecer o que for necessário e possível para diminuir as dificuldades inerentes desta fase.

Isto deve acontecer até que a mãe, principalmente se for “mãe de primeira viagem” se sinta recuperada, fortalecida e pronta para ir retomando suas atividades e sua vida pré existente, que vai além daquela de mãe.

Há grupos de whatsapp de amigas que combinam de fazer marmitas congeladas para deixar no freezer da nova mãe, ou vão na casa dela cozinhar, e oferecem diversos tipos de auxílio, já que a mãe não consegue tempo para estas atividades neste primeiro momento.

Toda ajuda amorosa e dedicada será útil nesta fase de mudanças e desafios, que é a maternidade.

As mães devem aceitar ajuda, pedir quando necessário, sem atitudes como orgulho ou sentimento de não querer incomodar.

Quem oferece ajuda com amor e dedicação sente-se bem ao fazê-lo, e em algum outro momento a troca acontecerá, favorecendo a lei sistêmica do equilíbrio de troca.

Hoje somos ajudados, amanhã, ajudamos com alegria.

Oferecer-se para fazer alguma compra, ficar junto nos momentos necessários, trocar experiências, estar lá para simplesmente ouvir, ligar e se interessar, ajudar nas tarefas cotidianas, tudo isso faz parte de uma amizade verdadeira e dedicada, e deve ser muito valorizado.

Apesar do momento único que é a maternidade, manter o cuidado com as demais relações é fundamental para a saúde física e mental.

Ao final de de abril, todos que colaborarem com o blog através de comentários, críticas construtivas e sugestões concorrerão a um exemplar com minha dedicatória do livro “Novo Manual de Coaching”!

Quem colabora ativamente com o blog faz parte do time da saúde e qualidade de vida e ainda pode ganhar diversos prêmios saudáveis!

Muita paz e saúde a você e aos seus!

Dr. Roberto Debski

Médico – CRM SP 58806

Especialista em Homeopatia e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira

Psicólogo – CRP/06 84803

Coach Sistêmico e Trainer em Programação Neurolinguística

Facilitador em Constelações Familiares



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