Envelhecimento Saudável

O que fazer quando nossos idosos se tornam incapazes, recebê-los em casa ou em uma casa de repouso?

Muitas vezes, colocar os pais no asilo ou casa de repouso é algo que gera culpa.

Por que isso acontece? E como lidar com esse sentimento?

Muitos se questionam se quando os idosos se tornam incapazes, devem mantê-los em suas casas com cuidadores, cuidar deles em nossas casas ou levá-los a uma casa de repouso.

Vamos discutir esse delicado assunto em nosso post. Acompanhe e deixe seu comentário.

A culpa é um sentimento comum na vida das pessoas, pois vivemos numa cultura em que a tradição religiosa judaico cristã predomina, além disso, todo sentimento nos alerta para algo que devemos observar em nós mesmos.

Os adultos sempre serão culpados de algo, mas sabem assumir e lidar com esse sentimento.

A sensação de dever algo aos pais e que devemos fazer tudo por eles em todos momentos e também na velhice é a geradora de culpa nesta situação.

O ideal é que todos desde cedo, inclusive os pais, se preparem para uma velhice com independência, para que não necessitem excessivamente de seus filhos.

Quando isso não ocorreu, os filhos podem e devem ajudar seus pais, sem abrir mão de suas vidas e de suas famílias.

Nós filhos devemos aos pais nossas vidas, mas não podemos resgatar essa dívida abrindo mão do cuidado com a nossa família atual ou da nossa própria vida, e isso não significa ser ingrato.

Não é porque nossos pais envelhecem que se transformam em outras pessoas.

Se tivemos dificuldade no relacionamento com eles, pode ser que não seja possível convivermos de maneira saudável para ambos também na velhice.

Devemos proporcionar aos pais conforto adequado, ajudá-los quando estão incapazes, e cuidar de sua saúde e segurança, seja acolhendo-os em casa quando for possível sem interferir excessivamente no dia a dia e nos relacionamentos com nossa família atual, e quando não for possível ou necessário, encaminhando-os a uma instituição que faça esse papel, assegurando-se que seja um local que cuide bem e respeite-os, com nossa supervisão e acompanhamento.

Devemos nesse caso aprender a lidar com a culpa, transformando-a em aceitação de nossas possibilidades e de uma realidade atual.

Nesses casos o que é possível fazer para não perder o vínculo com o idoso?

O vínculo entre pais e filhos é para sempre, mesmo que não os tenhamos conhecido. Somos feitos de 50% de cada um, ou seja, os pais estão sempre dentro de nós.

Quando envelhecem, os pais deveriam manter uma vida ativa, com amizades, projetos pessoais e de casal se ainda estão juntos, e os filhos podem e devem manter contato, facilitado na atualidade pelos gadgets como celulares e computadores, que aproximam pessoas quando distantes geograficamente.

Quando for possível a presença física, ela é sempre muito mais satisfatória que a virtual, então deve haver uma atenção, com visitas, e disponibilidade para presença. Assim o vínculo mantém sua força e intensidade.

As visitas devem ser frequentes, presentes, e devemos buscar nossos idosos sempre que possível para passar um tempo em família, o que pode ajudar a amenizar o sentimento de inadequação e culpa.

Sempre que for possível devemos manter contato com nossos pais quando idosos, pois normalmente as pessoas não se preparam para o envelhecimento saudável, não mantém amizades, atividade e rotina pessoal, e acabam muito dependentes dos filhos e familiares.

Se o houvessem feito desde a vida adulta, sua velhice seria mais saudável, uma troca, e não uma relação de dependência.

Quando pensamos em casas de repouso, por vezes realmente é a única ou melhor opção.

Por vezes os idosos têm um temperamento muito difícil, e não conseguem conviver com os familiares sem querer comandar, sem brigas e sem se intrometer em demasia nas relações.

Por outras, os idosos estão doentes, com limitações funcionais, cognitivas e locomotoras, e precisam estar em um lugar onde haja cuidadores que possam suprir essas necessidades.

As casas de repouso não são depósitos de pessoas, é imprescindível que os filhos e familiares conheçam o local e as pessoas com quem deixarão seus pais, cobrem pelo atendimento cuidadoso e humanitário, e façam seu papel com atenção e visitas sempre que possível.

Os idosos sentem falta de companhia, de amizades, e as visitas familiares geralmente são um bálsamo para eles.

Para ter certeza que está sendo bem tratado, converse com seu parente idoso, para buscar informações e observar o que falam e demonstram.

Busque conhecer a direção da casa de repouso, os funcionários e observar e conversar também com outros moradores do local.

Assim terá uma ideia melhor do que acontece e como são tratados nossos parentes.

Podemos amenizar o sentimento de solidão do idoso com visitas, enviando mensagens, fazendo contato por celular ou computador, enviando lembranças e mostrando interesse, para que o idoso se sinta menos solitário nesta fase tão delicada.

Pode acontecer do idoso não gostar do lugar, ou ter queixas que não são invenção, mas sim correspondem à verdade.

Nesse caso poderemos escolher outro lugar e nos informarmos melhor sobre sua situação, condições de atendimento, e como é feito o cuidado pela equipe.

Se as queixas forem frequentes em vários lugares, provavelmente o idoso não está se adaptando à nova situação de vida, e gostaria que fosse diferente.

Conversar, orientar e mostrar que está presente é uma maneira de ajudá-lo a lidar melhor com a situação e passar mais conforto para o familiar idoso.

A situação não é simples, e nem sempre a solução será a ideal, mas deve ser a melhor possível levando em conta todos aspectos e cuidando para que nosso parente se encontre nas melhores condições de cuidado físico e afetivo.

Ao final de de novembro, todos que colaborarem com o blog através de comentários, críticas construtivas e sugestões concorrerão a um exemplar com minha dedicatória do livro “Novo Manual de Coaching”!

Quem colabora ativamente com o blog faz parte do time da saúde e qualidade de vida e ainda pode ganhar diversos prêmios saudáveis!

Muita paz e saúde a você e aos seus!

Dr. Roberto Debski

Médico – CRM SP 58806

Especialista em Homeopatia e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira

Psicólogo – CRP/06 84803

Coach Sistêmico e Facilitador em Constelações Familiares



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